Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 02/10/2019
É inegável que, com o avanço da industrialização no século XXI, a obesidade e o sobrepeso cresceram no Brasil. Isso ocorre pois o ritmo frenético da rotina de trabalho torna as pessoas reféns de péssimos hábitos de saúde, com falta de exercícios físicos e alimentação rica em alimentos ultraprocessados que é incentivada pela propaganda. Logo, consequências sérias desse estilo de vida são a degradação da saúde e o preconceito.
Segundo o doutor Draúzio Varella, o país vive uma epidemia de obesidade. Esse fato é confirmado pelas pesquisas do IBGE, que retratam que mais de 50% da população tem sobrepeso. Apesar de nem sempre notarem os problemas relacionados a isso no início, a longo prazo os malefícios são sentidos, pois o sobrepeso é fator de risco para muitas doenças, como a diabetes. Desse modo, há uma legítima preocupação com a saúde da sociedade em geral.
Entretanto, ao mesmo tempo que aumentam os números na balança, o preconceito sofrido no meio social também aumenta. De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, ‘‘fato social é a maneira coletiva de agir e pensar’’. Portanto, pode-se encaixar o preconceito nessa definição, porque os indivíduos são discriminados, mesmo que veladamente, por não se enquadrarem no padrão corporal vistos como bonito e desejável. Por exemplo, piadas envolvendo o corpo dos ‘‘gordinhos’’ são comuns em shows de comédia.
Diante do exposto, infere-se que, para combater tanto a obesidade e o sobrepeso quanto o preconceito envolvendo os mesmos, o Ministério da Saúde deve veicular comerciais por meios dos principais canais da TV aberta. Isso deve ser feito de modo a conscientizar a população acerca dos problemas que tais coisas podem acarretar, não só problemas fisiológicos - como doenças -, mas também psicológicos, como traumas.