Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 02/10/2019
A partir da Revolução Industrial, que teve início no século XVIII, na Inglaterra, ocorreu um divisor de águas na vida e em quase todos os aspectos do cotidiano, o que modificou a rotina e o padrão de vida da sociedade. Com isso, na contemporaneidade, o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil intensifica-se de forma assustadora e precisa ser analisada. Em virtude desse quadro caótico, surge a alimentação descontrolada e excessiva, bem como o preconceito enraizado direcionado a pessoas acima do peso.
Em primeiro plano, a ansiedade é um dos principais motivos que ocasiona ao exagero na hora de nutrir-se e o nervosismo provocado por ela faz com que as pessoas nunca se sintam saciadas. Dessa maneira, mesmo sem fome, muitos acabam descontando toda a sua aflição em alimentos gordurosos como lanches, pizzas e chocolates, apenas pela vontade, o que acarreta no ganho de peso gradativamente. Tal fato pode ser exemplificado pela frase de Charles Sait-Evremond “A saúde como a fortuna, deixa de favorecer os que abusam dela”. Nesse sentido, é notória a importância em cuidar do emocional e das razões que o afetam, como pressão familiar, nos estudos e até mesmo problemas mais sérios como a hiperatividade.
Além disso, a idealização do corpo perfeito é algo que vem sendo transmitido através de várias gerações, assim como o bullying e suas implicâncias. Desse modo, devido ao preconceito de séculos é previsível que todos liguem magreza a boa saúde, o que é na verdade, um grande tabu. Sendo assim, principalmente crianças em idade escolar, sofrem descriminação por estarem em sobrepeso, tendo que ouvir piadas e chacotas sem nenhuma compaixão. Tal fato pode ser ratificado pelo conceito de beleza da Grécia Antiga que acreditavam que o corpo perfeito era aquele que possuía “simetria entre as partes”. Dessa forma, fica claro a relevância em desconstruir todos os padrões impostos na sociedade.
Portanto, é imprescindível que o Governo Federal em conjunto com o Ministério de Desenvolvimento Social elabore projetos e políticas públicas em âmbito nacional por meio da inserção de psicólogos em todos os colégios para um acompanhamento semanal com os alunos voltado para orientação dos que sofrem com algum transtorno a fim de melhorar física e mentalmente. Também, com o apoio da mídia divulgue propagandas das redes sociais e TV que mostrem a diferença entre ser magro e ter qualidade de vida, enfatizando exemplo de pessoas saudáveis seja qual for o peso e expondo como uma brincadeira maldosa afeta em cada um, com o intuito de acabar de uma só vez com todo paradigma ainda presente. Assim, com essas medidas motivadoras, pode-se começar a pensar em um país melhor.