Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 02/10/2019

Segundo Sócrates, “Se alguém procura a saúde, pergunta-lhes o primeiro se está disposto a evitar no futuro as causas da doença, ou caso contrário, abstém-te de ajudar”. Antagônico ao pensamento de Sócrates, à intervenção é necessário, considerando o crescente número de casos de pessoas com sobre peso e obesas atualmente no Brasil. Portanto, além do preconceito sofrido, por estarem fora dos padrões de beleza impostos pela sociedade, o excesso de peso pode ocasionar uma série de doenças, que comprometerá a qualidade de vida e sobrecarregará o sistema público de saúde.

Assim, comprovam os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, “ que 50,1% dos homens com mais de 20 anos estão acima do peso; entre as mulheres, o número é de 48%. E considerados Obesos 12,4% dos homens e 16,9 das mulheres”. Destarte, cabe abordar alguns fatores que corroboraram para a atual situação, dentre eles; as transformações econômicas e sociais ocorridas nas últimas décadas, associadas à industrialização, seguida pelo êxodo rural, que alterou significativamente o perfil e a qualidade de vida dos brasileiros.

Vale ressaltar ainda, as principais causas que podem levar o indivíduo a desenvolver obesidade, como a compulsão alimentar, a depressão, traumas sofridos na infância, o ritmo de vida acelerado, que somados ao sedentarismo tornam-se fatores determinantes no ganho de peso. Além disso, o estigma social que cerca o processo de emagrecimento e todo o preconceito envolvido na descrença que o resultado poderá ser alcançado, pois a obesidade ainda é vista como uma falha de caráter.

Diante desse cenário, é premente a elaboração de um plano de ação pelo Ministério da Saúde em parceria com o Ministério Educação, com a participação de multiprofissionais, no diagnóstico das possíveis causas para o tratamento adequado. Sendo Indispensável à participação familiar no acompanhamento de uma alimentação saudável e no incentivo a prática de atividade física. Ademais, campanhas publicitárias de conscientização que a obesidade é uma doença e que os portadores necessitam de ajuda e devem ser tratados com respeito. Só assim será possível a redução dos altos índices e a mudança do atual perfil da população brasileira.