Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 03/10/2019
Durante a Corrida Espacial, no século XIX, em que russos e estadunidenses disputavam por poder e influência internacional, houve grandes inovações tecnológicas e entre elas a produção de alimentos ultraprocessados - que poderiam auxiliar astronautas em suas viagens pelo espaço. Contudo, esta descoberta chegou à massa e como consequência foi um, dos inúmeros reagentes para o problema do sobrepeso. Dessa forma, na esfera coetânea, o impasse perante a saúde pública e o preconceito, está pautado na falta de representatividade política e a normatividade dos pré-julgamentos.
Nesse viés, os príncipios aristotélicos, de que o Estado é responsável pelo bem-comum, não se faz presente, visto que com a PEC 44 (emenda constitucional que prevê corte de gastos públicos com a saúde) e falta de projetos que auxiliam a luta contra a obesidade e o sobrepeso é uma realidade. Ademais, de acordo com o filosofo Descartes, os indivíduos estão sujeitos a “Ilusão dos sentidos” - falta de discernimento, exemplificando pela compra de “medicamentos milagrosos” da indústria farmacêutica, que não é fiscalizada. Assim, doenças psicológicas, como a anorexia, como também o uso de fármacos prejudiciais é resultado do descaso.
Além do mais, ao associar o programa da Globo “Zorra Total” é notório como os atores geram humor através da gordofobia, demonstrando como a mídia salienta o preconceito. Outrossim, tendo em vista que uma ampla parcela social já se encontra acima do peso (mais de 15% da população nacionalnsegundo o VIGITEL) o mercado consumidor não direciona opções para os mesmos, como é o caso de existirem poucas opções da moda “plus-size” em lojas físicas. Sendo assim, a normatividade do preconceito é um caminho para segregracionismo de pessoas obesas e com sobrepeso, como também é um mecanismo para a inércia da problemática.
Portanto, cabe ao Ministério da Saúde, como orgão responsável pelo desenvolvimento e cuidado da vitalidade nacional, disponibilizar projetos por me da fiscalização das indústrias farmacêuticas e pela disponibilização de sites para denúncias anônimas contra casos de preconceitos. Assim, serão amenizados problemas relacionados tanto com o uso de medicamentos, quanto aos pré- julgamentos.