Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 03/10/2019
O metabolismo pode ser considerado, de forma análoga, como uma balança, em que há o consumo energético de um lado e o gasto do outro. Nesse sentido, quando esse equilíbrio é prejudicado, um indivíduo pode acumular gorduras, deixando-o obeso. Por esse motivo, devem-se analisar alguns fatores, os quais podem variar entre o excesso da alimentação e o déficit de exercícios. Em primeiro lugar, o Brasil, a partir da década de 90, com a criação da nova moeda, o real, tornou-se um país com uma economia mais forte. Logo, aumentou-se o poder aquisitivo dos habitantes, inclusive no quesito alimentação. Visto que, como aponta a neurocientista Suzana Herculano-Houzel, em seu livro “A vantagem humana”, o ato de cozinhar garantiu o desenvolvimento do cérebro humano, devido ao aumento das calorias ingeridas. Contudo, o volume alimentar se tornou cada vez menor, quando comparado com a quantidade calórica, o que facilitou o acúmulo energético dos indivíduos. Outrossim, um dos motivos desse fato é a Revolução Industrial, que iniciou o processo de produção em massa de produtos, inclusive alimentícios, fato que corroborou com o aumento do consumo desses. Outro ponto a ser analisado é a falta de exercícios no século XXI. Assim como, um dos fatores que evidenciam esse processo é o aumento tecnológico. Um exemplo é a televisão, que no início de sua distribuição a mudança de canais era feita caminhando até o eletrodoméstico, mas agora pode ser realizada sem se levantar, por intermédio de um controle remoto. Da mesma foram, é o advento dos videogames nas residências brasileiras. Desse modo, o conjunto fatal do consumo excessivo de produtos alimentares provenientes da Revolução Industrial, em conjunto com o tempo sentado, se torna, inclusive, um desafio para a saúde pública. Ainda, pessoas obesas e sedentárias tendem a desenvolver doenças, tais como diabetes mellitus tipo 2 e hipertensão, como aponta a Organização Mundial da Saúde (OMS). O que, por sua vez, aumentam os gastos públicos para o tratamento dos brasileiros com essas patologias.
Urge, portanto, medidas para minimizar esse quadro de saúde pública. Dessa maneira, uma reeducação alimentar em jovens é necessária. Imediatamente, uma parceria entre as Secretarias da Saúde, de todos os municípios do país, e as escolas públicas deve ser feita. Por conseguinte, palestras serão ministradas, para os alunos do ensino fundamental, por nutricionistas, os quais irão falar sobre alimentação saudável, com mais legumes e frutas. Além do mais, educadores físicos irão, semanalmente, realizar interações didáticas aos alunos, com a finalidade de ensinar técnicas para se manter ativo durante o dia a dia. Por fim, por meio dessas medidas, a balança energética pode ser tornar equilibrada, em conjunto com os gastos públicos voltados à saúde.