Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 03/10/2019

De acordo com o filósofo britânico John Stuart Mill, o indivíduo é soberano em relação ao seu próprio corpo. Diante de tal afirmação, é necessário uma plena compreensão sobre o que cada ser prefere atribuir a sua imagem. Com efeito, os padrões físicos se diferem e ser saudável não significa necessariamente ser magro. Porém, a problemática está no fato do preconceito enraizado contra pessoas com peso elevado, e também na falta de informações sobre a relação entre peso e saúde.

É justo reconhecer a discriminação atribuída ao excesso de peso na sociedade contemporânea. No Brasil, a quantidade de jovens com sobrepeso aumenta a cada ano e paralelo a esta elevação crescem os índices de preconceitos destinados a esta comunidade. Tal discriminátoria leva por verídicas falsas indagações, como a de que qualquer indivíduo acima do peso não possua boa qualidade de vida e apresente problemas de saúde. Em consequência desses julgamentos, o número de homens e mulheres que se automedicam em busca do emagrecimento rápido é exorbitante, situação essa, a causa de distúrbios severos.

Ademais, o descaso com a saúde da população é alarmante, as informações acerca da relação entre peso e saúde é escassa e acaba por deixar os cidadãos perdidos e despreocupados. Assim, problemas como a obesidade infantil e as doenças em decorrência da falta de cuidado com o corpo, apresentam-se irreversíveis. Contudo, o sobrepeso não leva à invalidez, mas hábitos errôneos sim.

Infere-se, portanto, que medidas precisam ser tomadas para que o impasse seja resolvido. Sendo assim, a Secretaria de Saúde em parceria com as mídias, deve promover propagandas informativas sobre a valorização do cuidado com o corpo e a saúde. Concominantemente, palestras ministradas em Escolas e Universidades sobre o preconceito, por profissionais capacitados, é de extrema notoriedade, objetivando com isso, uma retomada de consciência e empatia por parte dos indivíduos.