Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 03/10/2019
Desde os primórdios o mundo foi influenciado por esteriótipos, assim se deu o pensamento de Hipócrates na Grécia Antiga ao dizer que a expressão da racionalidade seria o corpo magro e musculoso. Hodiernamente, esse padrão ainda é cultuado, de modo que, pessoas com obesidade ou sobrepeso não precisam lidar somente com a questão da saúde, mas também do preconceito por não se adequarem ao esteriótipo.
De fato, vive-se em uma era de liquidez, como enunciado por Bauman, as relações estão cada vez mais superficiais e com a alimentação não é diferente. Dessarte, o consumo de alimentos gordurosos, ultraprocessados e pouco nutritivos é cada vez maior, o que atrelado a falta de exercícios físicos contribui para o aumento do peso. Assim, segundo dados da OMS, em torno de 54% da população brasileira está acima do peso. Tal condição é preocupante, pois é precursora de doenças como diabetes, pressão alta, dentre outras.
Outrossim, a partir do momento que a aparência física passa a ser um parâmetro para valorizar ou desvalorizar o indivíduo há relatos como a gordofobia. Desse modo, a revista SUPER, em uma de suas reportagens, exemplifica com a história verídica de uma grande empresa de consultoria de recrutamento de executivos que diz que 90% dos clientes não querem obesos contratados. Por esse viés, o pensamento da liquidez é reforçado, sendo lamentável a aparência ser exaltada em detrimento da essência, ainda que, nesse caso, a pessoa seja uma profissional exímia.
Em suma, a problemática instaurada se revela na saúde e no preconceito, o que se mostra maléfico para a sociedade. Portanto, para que haja mudança, é preciso que o governo em todas as suas instâncias (municipal, estadual e federal) se una ao Ministério da Saúde e a empresas do ramo alimentício e de outros ramos, com o intuito de promover campanhas de conscientização nas mídias, universidades, escolas, hospitais, dentre outros. De maneira que, haja o auxílio de publicitários, médicos, professores, sociólogos para a formulação das campanhas e para que elas sejam atreladas a fóruns periódicos, abertos à comunidade. De forma que, esses fóruns e campanhas falem a respeito da alimentação e do preconceito, visando desconstruir esteriótipos. Só assim um convívio pleno de saúde e respeito será estabelecido.