Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 03/10/2019

Numa sociedade vetusta, Platão conceituava que a sociedade devia ser formada de pessoas que ajudassem umas às outras, trabalhando em que melhor se encaixassem, gerando o bem estar social. No entanto, a valorização estética e a criação dos famigerados padrões de beleza isentavam a parcela populacional com alguma disparidade corporal. Persistindo atemporalmente, nota-se que a questão médica e estética da obesidade é um problema brasileiro hodierno. Logo, entre os fatores que contribuem para solidificar este quadro destacam-se: a discriminação com pessoas acima do peso bem como o estilo de vida sedentário.

A priori, nota-se que, em virtude de esteriótipos histórico-culturais, práticas gordofóbicas são aplicadas hodiernamente. De maneira análoga, a esse cenário de opressão simbólica desenvolvida pelo sociólogo Pierre Bordieu afirma que a violação dos Direitos Humanos não consiste somente no embate físico, o desrespeito está -sobretudo- na perpetuação de práticas que atentam contra a dignidade humana. Nesse viés, o direito ao bem estar físico, psíquico e social estabelecido pela ONU em 1948 é deturpado, uma vez que a gordofobia gera sequelas psicossomáticas nas vítimas, às subalternizam e, semelhante ao comportamento da Grécia Antiga, excluem do meio social.

Sob outro ângulo, é evidente que o sedentarismo corrobora diretamente com o índice de pessoas obesas no século XXI. Com ênfase, o filme “Wall-e”, dirigido por Andrew Stanton, retrata um futuro distópico no qual seres humanos estão abordo de uma nave espacial e desfrutam do uso de robôs para auxiliá-los nas atividades do cotidiano. Por conseguinte, devido à comodidade as pessoas se mostram sedentárias e possuem problemas de saúde, pois são incapazes de se locomover sozinhas e gastam seu tempo comendo compulsivamente. Apesar de ser uma obra ficcional, percebe-se que a realidade é semelhante e a prática de atividade físicas estão cada vez mais raras. Com base nisso, o índice de sobrepeso tem aumentado e o bem estar defendido pela ONU é reduzido.

Dessarte, frente à provectos fatores sociais e ociosa vida saudável a obesidade é um problema social em voga. Portanto, o Ministério da Saúde, como instância máxima dos aspectos administrativos e de manutenção da saúde pública, deve adotar estratégias acerca do elevado índice de pessoas acima do peso a fim de construir uma sociedade baseada em costumes saudáveis. Essa ação pode ser feita por meio de palestras e simpósios que elucidem a importância das atividades físicas e de uma alimentação balanceada. Além disso, o acesso a nutricionistas gratuitos deve ser facilitado para que a população carente seja assistida em postos e hospitais públicos. Por fim, leis acerca da gordofobia devem ser criadas e os casos de discriminação tratados com mais seriedade.