Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 04/10/2019
Dumplin
Dados do Ministério da Saúde afirmam que as principais causas da obesidade e do sobrepeso são o alto consumo de alimentos gordurosos e falta de atividade física regular, que resulta numa saúde debilitada. Entretanto o preconceito social é puramente fruto de uma pressão estética, sem ligação com a questão da saúde. Diante disso, cabe analisar as causas e efeitos dessa problemática e suas possíveis soluções.
De acordo com Rita Lobo, chef e apresentadota de televisão, “É preciso mudar nossa relação com a comida”. Na sociedade atual o tempo é supervalorizado, tudo é sintático e acelerado, dessa forma comidas ultraprocessadas e “fast foods” tem grande preferência pela população. Da mesma forma, conseguir reservar um tempo regularmente para praticar esportes ou fazer uma leve caminhada é privilégio para poucos.
Além disso, a “gordofobia”, preconceito em relação à pessoas gordas, é muito bem exemplificado no longa metragem da Netflix, Dumplin, em que a própria mãe, ex-miss adolescente, prática bullying contra a filha, uma adolescente fora dos padrões de beleza. Desta maneira, é reforçado o estereótipo de que o corpo “esbelto” e consequentemente feliz é magro e que o corpo gordo é objeto de deboche e está fadado à tristeza.
Levando em conta a necessidade de medidas urgentes para contornar esse cenário, é fundamental que as escolas públicas e privadas adotem modelos de projetos que trabalhem a reeducação alimentar em alunos desde do ensino fundamental, como faz o curso de Cozinha Brasil do Sistema SESI, junto da importância de praticar atividades físicas constantes, nas aulas de biologia e educação física. Ademais, a mídia deve combater com vídeos educativos por meio de campanhas televisivas constantes e esquetes sensibilizadoras nas redes sociais o preconceito vigente para com pessoas gordas. Tudo com o objetivo de garantir o direito a saúde e ao bem-estar previsto na Declaração dos Direitos Humanos, de 1948.