Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 04/10/2019

A Revolução Industrial, ocorrida em meados do século XVIII, trouxe inovações na área alimentar com a criação de alimentos industrializados. Desde então, no Brasil, o percentual de pessoas obesas aumentou tendo em vista os componentes dos alimentos e a comodidade proporcionada por eles. Isso se evidencia não só na falta de prioridade na realização de atividade física entre os brasileiros, como também com o aumento de doenças advindas da obesidade serem ainda mais recorrentes.

Primordialmente, a modernidade líquida proposta por Zigmunt Bauman reafirma os maus hábitos de vida brasileiros, visto que ele afirma que na medida que o homem se profissionaliza e ascende na sociedade há a falta de autocuidado para com a saúde. De conformidade com o autor, a falta de cuidado e a falta de priorização de hábitos que promovem saúde, na sociedade, tornaram-se utópicos em decorrência do tempo corrido e da busca por ascensão social. Em suma, a seleção alimentar e a prática de atividade física não são uma realidade na vida dos brasileiros que, consequentemente, sofrem com a obesidade e com o sobrepeso.

Em segundo plano, o gasto energético inferior à ingestão de alimentos é o que caracteriza a obesidade. Outrossim, além do quesito estético advindo do sobrepeso, a saúde e a qualidade de vida das pessoas acima do peso ideal são afetadas, tendo em vista as doenças cardiovasculares serem recorrentes nesse grupo, fato que, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), assola mais de 50% da população brasileira. Dessarte, a obesidade é prejudicial não só à autoestima do brasileiro, como também à saúde e ao bem estar da população brasileira.

A obesidade é um problema de saúde pública no Brasil. Desse modo, com o objetivo de previnir a ascensão da obesidade entre a população, urge que o Governo Federal, em parceria com as grandes empresas nacionais, invista em projetos públicos que direcionem a priorização da atividade física e da alimentação saudável entre os funcionários, com o fim de instigá-los a uma vida melhor e a prover-lhes meios de autocuidado. Ademais, é imprescindível que o MEC ( Ministério da Educação), conjunto às escolas, promova campanhas educativas entre a família e os alunos, com o fim de instruí-los quanto aos malefícios do sobrepeso e ajudá-los a adquirir hábitos saudáveis. Assim sendo, os resquícios de maus hábitos alimentares, herdados da Revolução Industrial, não serão um problema em uma sociedade consciente e apta a escolher uma vida mais saudável e proveitosa.