Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 04/10/2019

No filme “Um espião e meio” - disponível na Netflix - o protagonista Dwayne Johnson é exposto nu na quadra esportiva por seus colegas, que o maltratam por ser gordo. Apesar de fictício, o preconceito movido pela obesidade e sobrepeso são presentes de fato, afetando a saúde mental e física. Logo, é necessária a mudança de visão social frente a essa problemática.

Primeiramente, dilemas pessoais afetam o corpo. Como ilustrado em “Vingadores: Ultimato” da Disney, no qual o personagem Thor, após não obter sucesso em proteger seus amigos e metade da vida do universo, entra em depressão e engorda. Assim, com a mentalidade afetada e comentários rudes acerca do corpo, o indivíduo pode vir a apresentar quadros de baixa autoestima devido a pressão social para manter-se magro, isolando-se da comunidade.

Ademais, o sedentarismo comum a quase 50% da população brasileira – segundo dados da Organização Mundial da Saúde em 2018 – colabora para o distúrbio de peso. Assim, em um mundo líquido – aos moldes de Bauman – no qual as pessoas não têm tempo para cuidados consigo, é natural escolher medidas rápidas de emagrecimento como bulimia ou drogas termogênicas, entretanto, sem o acompanhamento devido, a pessoa tende a deficiências nutritivas que afetam sua homeostase.

Nesse contexto, visando alterar o comportamento da sociedade e o conforto individual, é imperioso que o Ministério da Saúde, por meio de uma campanha nacional de combate a obesidade utilize a rede do Sistema Único de Saúde - oferecendo aos portadores de sobrepeso e obesidade - acompanhamento de nutricionistas, endocrinologistas e psicólogos que lidem com a alimentação, homeostase e a psique dos pacientes. Bem como, o minstério utilizar as redes sociais, apresentando vídeos promovendo a campanha e atos construtivos – e não o preconceito – com os indivíduos acima do peso. Dessa forma, com tais medidas, a saúde corporal será estimulada e as injúrias diminuídas