Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 14/10/2019
A expectativa de vida do ser humano aumentou século após século, seja devido a uma melhor qualidade de vida ou a um desenvolvimento humano. Ainda que a tendência da atual contemporaneidade defina-se sempre no aprimoramento de como o homem vive, os casos de obesidade e preconceito assolam o tecido social presente.
Em síntese, estima-se segundo a Agência Brasil, que o índice de obesidade atinja quase 20% da população. Além disso, o problema subsiste na população mais jovem com um aumento de 110%. Nesse sentindo, nota-se uma total falta de interesse público que vise a orientação até dos próprios responsáveis pela geração do futuro para uma melhoria na qualidade de vida dos filhos. Infelizmente, a falta de visão crítica do individuo envolvido com o problema contribui, em maior ou menor grau, para a continuidade do problema por gerações.
Por conseguinte, segundo Émile Durkheim, no livro As Regras do Método Sociológico, um fato social é exterior, geral e coercitivo. Quando observado o problema da obesidade, o próprio se iguala a diversos outros problemas em que o Estado insiste em falhar, como suicídios, gravidez precoce e até mesmo desinteria, essa presente em países subdesenvolvidos. O preconceito em conjunto com a obesidade possui todas as três características do fato social e o poder público não faz política alguma para evitar ou divulgar a verdade para a população.
Nessa perspectiva, evidencia-se uma nação pouco crítica quando o assunto é sobre saúde ímpar, pouco preocupada com o futuro de jovens integrantes da família e um governo omisso em transmitir a mensagem sobre a obesidade. Por isso, cabe o Ministério da Saúde em parceira com os centros tecnológicos das universidades federais, alertarem e sugerir ações saudáveis por meio da criação de aplicativos. Além disso palestras e corridas gratuitas para todas as classes sociais podem ser feitas nas principais capitais do país. Desse modo, a expectativa de vida será sempre a maior possível e o índice de desenvolvimento humano do país elevado.