Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 06/10/2019

Tendo em vista a prevalência do capitalismo nas sociedades a partir da guerra fria, o mundo passou por profundas mudanças no seus cotidiano. A busca por um melhor poder aquisitivo, atrelado a mudanças nos hábitos alimentares fez surgir uma nova “população”, a de obesos, que já preocupa especialistas na área da saúde por todo globo.

Contudo a obesidade não está somente ligada aos maus hábitos alimentares e a deficiência de atividades física, hoje ela é considerada uma doença crônica que atinge aproximadamente 20% da população brasileira segundo pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde. O mais preocupante, entretanto, são os frutos desse problema: a hipertensão, diabetes, infarto, além de problemas psicológicos como a bulimia e muitas outras consequências podem trazer resultados trágicos.

Entretanto, além dos problemas de saúde, existe também o preconceito e a discriminação que esses indivíduos sofrem diariamente sendo vistos como um fraco moral que não tem domínio sobre a própria vontade. Tornando assim um agravamento de toda a situação, onde muitos dos “doentes” optam em medidas radicais e abusando de medicamentos para o emagrecimento sem nenhuma descrição médica e assim trazendo complicações maiores para a saúde.

Torna-se evidente, portanto, a existência de uma refeição desregulada  e uma necessidade de se tratar tal dificuldade, de modo que as suas sequelas sejam diminuídas. Em um contexto de reeducação alimentar, a escola tem um papel fundamental, com palestras de nutricionistas e até aulas de gastronomia, a fim de começar a tratar o problema desde a base, com conscientização. A família e a mídia também podem trabalhar a valorização da comida saudável por meio de conversas, debates e campanhas. Só assim, tratando causas e amenizando os efeitos, será possível enxergar a alimentação, de fato, como um ingrediente nas transformações.