Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 08/10/2019
A aterosclerose - caracterizada pelo acúmulo de gorduras nas paredes das artérias - figura como um problema alarmante na vida das pessoas, principalmente, das obesas, tendo em vista uma alimentação rica em lipídios. Nesse sentido, a obesidade constitui-se um problema, no Brasil, não apenas em relação à exclusão social, mas também patológico. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar as principais causas e consequências desse impasse.
Mormente, a indústria alimentícia absorveu as técnicas da Revolução Verde - OGM(Organismos geneticamente modificados) e Insumos agrícolas - , e por conseguinte, exponenciou a produção de alimentos industrializados, com ênfase mínima na saúde. De acordo com o Jornal da USP, estudos mostram o aumento de alimentos industriais nas mesas de brasileiros nos últimos anos, isto é, um cardápio rico em açúcar, gordura, sal, aditivos e conservantes. Em síntese, infelizmente, a população acima do peso está imersa em uma rede de opções pouco saudáveis de comida, uma vez que aliada à falta de exercícios físicos, corrobora com problemas cardíacos.
Outrossim, é indubitável que a ausência de mecanismos de inclusão social restringiu o acesso desse grupo ao mercado de trabalho, tendo em vista a configuração de esteriótipos estéticos para os cargos. Prova disso, cita-se a frase do filósofo contemporâneo Jürgen Habermas, “A sociedade é dependente de uma crítica às suas próprias tradições”, isto é, o país tem que utilizar a ação comunicativa para desencadear um consenso entre os cidadãos. Desse modo, é inaceitável o preconceito com pessoas obesas, pois é direito constitucional a imparcialidade do Estado no julgamento do caso.
Evidencia-se, portanto, a ratificação da razão dialógica de Habermas, em que se necessita de um debate entre os envolvidos, de tal forma que medidas são cabíveis para sanar essa problemática. Logo, o Governo deve promover uma limitação no quantitativo de pessoas com índice de massa corporal elevado, por meio de investimentos em tratamentos físicos e psicológicos, com a ajuda da Família no controle do consumo excessivo de gorduras líquidas e sólidas. Espera-se, com isso, a mitigação de patologias cardiovasculares, com a diminuição de placas de ateroma nos vasos sanguíneos.