Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 13/10/2019
Com a Revolução Industrial do século XIX, o mundo começou a produzir cada vez mais como auxílio de fatores químicos e mecânicos devido ao desenvolvimento tecnológico. Assim, a acessibilidade para o consumo de alimentos industriais em exagero prejudica a saúde, além de desencadear problemas sociais como o preconceito, principalmente nos Estados Unidos e no Brasil, devido ao excesso de peso.
Em primeiro lugar, a interferência na saúde é a principal preocupação visto que, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) 54,1% da população brasileira está acima do peso, sendo justificado muitas vezes pela necessidade de consumir alimentos rapidamente, como os fast foods, e pela falta de tempo para a prática de exercícios no cotidiano, que podem refletir em doenças como diabetes, hipertensão e cardiopatias.
Além disso, a drástica mudança nos hábitos alimentares nos últimos anos provoca o preconceito para com pessoas que sofrem com a obesidade, sendo evidenciado principalmente entre as crianças, que sofrem exclusão em brincadeiras e atividades por serem rotuladas como “feias” e fora do padrão imposto pela sociedade de que magreza é sinônimo de beleza.
Dessa forma, mesmo sendo nítido as benfeitorias da evolução industrial, as preocupações são ainda mais alarmantes. Assim, medidas como a disponibilidade de nutricionistas pelo SUS (Sistema Único de Saúde) gratuitamente para a população, auxílio educacional nas escolas de nível primário sobre hábitos alimentares saudáveis e a maior fiscalização quanto aos rótulos dos industrializados são necessárias para que a obesidade deixe de ser um impasse de saúde e social no Brasil.