Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 14/10/2019
Na série de TV, Pretty Little Liars, uma das personagens Hannah possui um estereótipo diferente, pois possui sobrepeso, devido a isso muitas vezes foi alvo de comentários preconceituosos, a gordofobia. Visto que, ela emagrece para se sentir aceita e possuir uma saúde equilibrada. No século XXI, nota-se inúmeros casos como esse, a problemática ocorre em virtude do ideal de corpo perfeito e má alimentação. Dessa maneira, faz-se indispensável enfrentar essa realidade com uma postura crítica. A princípio, segundo o jornal G1, 52,5% dos brasileiros estão com excesso de peso. Percebe-se que grande parte dos brasileiros sofrem as consequências do sobrepeso, conforme pesquisadores do Imperial College London e da Universidade de Cambridge no Reino Unido, pessoas que estão com sobrepeso tem 28% maior de ter um ataque cardíaco, mesmo se todos os exames estiverem bons — como níveis de açúcar no sangue, colesterol e pressão arterial. Diante disso, esse fator tem sido agravado principalmente pela má alimentação de produtos industrializados, os quais fornecem uma refeição rápida, porém que exige muito da saúde posteriormente.
Desse modo, não apenas a má alimentação, como também a gordofobia corroboram para o estigma de corpo e saúde ideal. À vista disso, uma pesquisa encomendada pela Skol Diálogos e realizada pelo Ibope indicou que a gordofobia, isto é preconceito com pessoas obesas, é um fator presente na rotina de 92% dos brasileiros. Apesar disso, apenas 8% também reconheceram possuir algum tipo de dificuldade em aceitar aspectos que fogem do padrão social. Logo, na série de TV Euphoria, a personagem Kat sofre bullying desde pequena por ser gorda, insinuando que a mesma não praticava esportes por ser sedentária ou ter preguiça. Porém, ela se sente confiante com o seu corpo conforme vai amadurecendo mesmo que não seja o padrão que as pessoas costumam ver, e possui autonomia sobre si mesma e seu corpo.
Fica claro, portanto, que ainda há entraves para assegurar a construção de um mundo melhor. Destarte, faz-se imprescindível que o Ministério da Saúde desenvolve atividades físicas gratuitas para a comunidade como caminhada e yoga, de modo que estimule as pessoas a fazerem mais exercícios, com a finalidade de incentivar uma melhora em doenças como pressão arterial e diabetes. Assim como também o governo em conjunto de ONGs para ministrar psicoterapias e grupos de conversa entre psicólogos e a sociedade, de modo que possam ser discutidos sobre a gordofobia presente no corpo social. De forma que o tecido social se desprenda de certos tabus e não caminhe para um futuro degradante.