Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 29/10/2019

É fato que a intolerância imposta a pessoas com sobrepeso e obesidade, não contribui para o progresso social, mas mais do que isso, influência pessoas legitimamente saudáveis a realizar procedimentos estéticos para se enquadrar aos padrões supérfluos de uma sociedade em ascensão. Tal personificação é decorrente e afeta milhões de pessoas que desenvolvem distúrbios físicos e psicológicos em busca do “corpo ideal”. Nesse sentido, é necessário analisar tal quadro, visando auxílios que estimulem a autoestima e qualidade de vida destes, baseados em preceitos empáticos e anti-preconceituosos.

É importante ressaltar, em primeiro plano, que em média, segundo os dados da pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção de Doenças Crônicas (Vigetel), no Brasil, a obesidade é uma realidade para 18% dos brasileiros, sendo que mais da metade da população (54%) tem sobrepeso. Essas condições são consequentes, principalmente, de herança genética familiar e consumo de produtos alimentícios prejudiciais a saúde que geram subnutrição, como: comidas industrializadas e bebidas alcoólicas. Esse cenário, quando aliados a casos de gordofobia ou bullying acarretam em crises, onde a imagem corporal do individuo se torna insatisfatória, levando-o a ter distúrbios alimentares - anorexia, compulsão alimentar, etc.

Cabe mencionar, em segundo plano, que a gordofobia, evidente em nosso pais, é um tipo de opressão cada vez mais reprimida e cabe ao própria vítima ter firmeza sobre o assunto reconhecendo e respeitando sua forma natural. Sob tal âmbito, atividades para o bem estar, físicas e alimentares, ligadas ao conceito de saudabilidade se tornam uma boa pedida para criação de hábitos que beneficiem a saúde, sem ocasionar os problemas comentados anteriormente.

Infere-se, portanto, que o governo junto de instituições privadas, devem estimular projetos que busquem promover a igualdade social, como campanhas de nutricionistas e psicoterapeutas que demostrem a condição de sobrepeso a um fator ameno e incluso na esfera global. Também, induzindo o apoio individual e coletivo a dietas balanceadas, para uma melhora na qualidade de vida da população que precisa. Assim, desenvolvendo uma sociedade equânime, livre de prejulgamentos estabelecidos.