Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 18/10/2019

Durante o período Renascentista, na Europa, o sobrepeso e a obesidade eram vistos como os modelos de corpos inadequados em detrimento dos corpos esculturais. Trazendo para o século XXI, é visível que a padronização do belo é imposto pela sociedade em questão e, com isso, há a geração do abismo entre a saúde e o preconceito em torno de tal situação. Nesse contexto, é válido salientar os problemas causados pelo preconceito, bem como as dificuldades de se obter uma saúde de qualidade.

É possível, em primeira análise, observar que o ambiente social, assim como a padronização em torno de corpos esculturais gera a discriminação ao cidadão obeso. Sob esse viés, fica claro perceber que tal prática, enraizada, na população acaba intervindo na questão do bem-estar dessas pessoas que sofrem esse preconceito. Pois, na medida que se sentem pressionadas se veem obrigadas a recorrer a procedimentos de alto risco à saúde. De acordo com o geógrafo brasileiro, Milton Santos, “A força da alienação vem dessa fragilidade dos indivíduos que apenas conseguem enxergar o que os separa e não o que os une”. Sendo assim, fica explicito os risco do impactos causados pela discriminação.

Outrossim, destaca-se a má alimentação dos indivíduos. Posto que, a qualidade da alimentação é de suma importância para se evitar o sobrepeso e obter uma vida saudável. Contudo, na contemporaneidade, o futurismo pregado por Marinetti, em 1909, expõe, ainda, cada vez mais a velocidade presente no cotidiano das pessoas, pois, frequentemente, os cidadãos fazem o uso de fast-foods e enlatados para se alimentar no percurso casa-trabalho ou casa-escola por falta de tempo para uma refeição adequada. Comprova-se isso por meio de uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP), em que 89,2% dos adultos afirmam comer, frequentemente, alimentos industrializados devido a correria de seus dias. Diante disso, é notório a necessidade de reverter a atual prática em prol de um futuro mais saudável para a sociedade brasileira.

Entende-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para a resolução do impasse. Nesse sentido, afim de atenuar a problemática, o Governo Federal deve fornecer recursos financeiros ao Ministério da Educação para que ele proponha nas escolas a utilização de palestras e exposições cientificas, com a  linguagem acessível, de nutricionistas e nutrólogos afim de facilitar a comunicação entre jovens e profissionais da saúde, além de tornar os jovens os maiores mensageiros da saúde para toda população, dessa forma toda a sociedade se conscientizará, erradicando o preconceito existente. Paralelamente, faz-se necessário que o Ministério da Saúde ofereça mais consultas, para as comunidades carentes, de psicólogos e nutricionistas para se evitar procedimentos arriscados e mostrar caminhos de melhor tratamento da obesidade. Assim, o preconceito criado no Renascimento terá fim.