Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 18/10/2019

A partir da Revolução Industrial, com a intensificação da jornada de trabalho, os alimentos industrializados começaram a fazer parte da realidade de muitos brasileiros. Pode-se afirmar que essa mudança de hábitos é reforçada pelo consumismo. Nesse contexto, a obesidade, e, consequentemente, o preconceito afetam a vida de muitas pessoas. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim de garantir saúde de qualidade.

Em primeiro instante, é possível afirmar que a sociedade moderna tornou-se alienada à pratica de consumir “fast foods”. De maneira análoga ao sociólogo polonês Zygmunt Bauman, a modernidade configura suas experiências no imediatismo e inconstâncias, tendo em vista que esse modo de viver tem diminuído a percepção de tempo. Somado a isso, o sedentarismo se tornou um agravante para o aumento do sobrepeso e da obesidade, que afeta 18.9% dos brasileiros, segundo o Ministério da Saúde.

Outrossim, tais condições corporais são propagadas fora de um padrão socialmente aceito. Através das redes sociais, o corpo ideal é compartilhado, em grande maioria por influenciadores digitais, e a população não inserida neste perfil está sujeita ao desenvolvimento de transtornos alimentares, psicológicos e alvo de preconceitos.

Diante do exposto, alternativas viáveis são necessárias para cessar a obesidade no país. Nesse sentido, o Ministério da Educação em conjunto com o Ministério da Saúde, deve direcionar capital para a distribuição de alimentos escolares nutritivos para influenciar os cidadãos, desde a infância, a adquirirem uma alimentação saudável, a fim do pleno funcionamento da sociedade.