Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 18/10/2019
Uma abertura no mercado, implica na comercialização de artigos desenvolvidos em qualquer lugar, que desembarcam no Brasil, por exemplo, trazendo não só a venda, mas também, uma cultura. Isso pode ser notado na indústria alimentícia dos “fast-foods”, que com os produtos ricos em gorduras e facilmente encontrados, promovem uma rápida saciação da fome. Todavia, o que não se divulga, são os riscos à saúde, causados por esses maus hábitos, que consequentemente, oferecem impactos na economia e um notório descaso público sobre o assunto.
Embora o comercio seja favorecido pela fácil disseminação da ideia de comidas rápidas, o aumento compulsório de ingestão desses produtos, aliado a uma vida sedentária e pouco nutritiva, afeta diretamente a vida desse consumidor. O acumulo de gordura nos vasos e tecidos causa inflamações, responsáveis pela exaustão do sistema cardiovascular, além de diabetes e hipertensão. Essas doenças, podem afetar também o rendimento no trabalho, como baixa eficiência ou faltas indesejadas. Nos cálculos da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a obesidade e suas consequências, reduzira o PIB do Brasil em 5,5% até 2050, revelando que esses maus hábitos culturais podem gerar quedas na economia.
Ademais, vale ressaltar que esse crescente distúrbio alimentar, causador da obesidade, tornou-se um problema de saúde pública abandonado pelo governo. A facilidade de inserção dos industrializados nas escolas e universidades, associado as baixas politicas públicas sobre educação alimentar, demonstram o descaso dos Estados em resolver o problema, que segundo a OCDE, atinge 35,4% dos brasileiros. Contrário a essa via caminha a Ásia, que incentiva através de leis, a nutrição adequada no campo acadêmico e regulares atividades físicas para a população. O Japão é um exemplo dessa medida, pois, as universidades tornam obrigatório os frequentes exercícios físicos e oferecem cardápios saudáveis aos estudantes, conquistando assim, um índice de apenas 3,5% de obesos no país.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para atenuar o problema. Para isso é necessário que o Ministério da Educação, junto com o Ministério da Saúde e, por meio de verbas públicas, contrate nutricionistas para darem palestras nas escolas, universidades e comunidades, explicando as consequências dos maus hábitos alimentares, além de realizar planos alimentares adequados para cada setor visitado, conciliando a alimentação e as atividades físicas adequadas para a esfera social em questão. Por conseguinte, é necessário que esses projetos sejam divulgados nas redes sociais, televisões e rádios, visando comunicar o maior público possível sobre a crescente obesidade no país e os riscos que essa cultura calórica pode oferecer a sociedade a longo prazo.