Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 18/10/2019

A CINESIA DO CAMINHO

Conforme a segunda lei de Newton - a lei da inércia, a qual afirma que um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força suficiente atue sobre ele, mudando-o de percurso, a obesidade e sua relação ao preconceito, aderido à saúde dos brasileiros, é um problema persistente, visto que, atua não somente no condicionamento físico da pessoa, mas também em seu psicológico. Nesse contexto, convém analisar o papel fundamental do Estado e suas ações perante a situação, uma vez que, torna-se cada vez mais desafiadora.

A princípio, a Constituição Cidadã de 1988, garante o bem-estar e a saúde como direito de todos e dever do Estado, sendo o compromisso desse, disponibilizar medidas de acesso à educação alimentar, bem como o incentivo da prática de exercício físico, todavia, o Poder Executivo não efetiva esse direito. Nesse sentido, vale ressaltar a lógica de Aristóteles no livro “Ética a Nicômaco”, no qual disserta que a política serve para garantir a felicidade dos cidadãos, logo, verifica-se que esse conceito encontra-se deturpado no Brasil, pois, urge acabar com o problema da obesidade e do sobrepeso, que geram preconceitos e, infelizmente, associam-se à pratica de bullying.

Atrelado ao preconceito, o qual afeta diretamente na área psíquica do cidadão por sentir-se desrespeitado e inferior, a obesidade é inimiga da saúde corpórea porque ela causa complicações na higidez do ser humano. Dito isso, cabe expor a afirmação do médico Drauzio Varella em seu site pessoal: a obesidade aumenta o risco de diversas enfermidades, como hipertensão arterial e problemas cardiovasculares, bem como influencia no surgimento da diabete. Ademais, a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (OBESO), aponta a obesidade como um dos maiores problemas de saúde pública do mundo e ressalta que a projeção para 2025, será mais de 700 milhões de pessoas estejam na faixa de obesos.

Ante o exposto, faz-se preciso que o Poder Executivo invista no Ministério da Saúde, para que o seu principal órgão, o Sistema Único de Saúde (SUS), promova campanhas de conscientização acerca dos malefícios da má alimentação e sobre a precária presença de exercícios físicos, com o fito de garantir hábitos saudáveis na população, consequentemente, aumentará a qualidade de vida dos cidadãos. Não obstante, com esses investimentos, o SUS implementará mais colaboradores, incitando a competência do sistema, no intuito de abranger todo o território brasileiro de forma eficiente. Desse modo, sanar-se-á a problemática, modificando o percurso como a força descrita por Newton.