Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 24/10/2019
De acordo com a pesquisa realizada pela Vigilância de Fatores de Risco e Proteção de Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) e divulgada pelo Ministério da Saúde, o sobrepeso atinge 54% da população e, a obesidade é uma realidade para 18,9% dos brasileiros. Diante disso, no que tange a questão entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e sobrepeso no Brasil, evidencia-se a configuração de um problema complexo, em virtude da ausência de educação alimentar na infância, bem como a prática de gordofobia e intolerância a pessoas acima do peso. Nesse sentido, é fundamental mudanças profundas nos indivíduos e na sociedade.
Convém ressaltar, a principio, que a falta de conhecimento alimentício desde a infância ocasiona a má alimentação, e consequentemente complicações futuras na saúde. Conforme o médico e psiquiatra Sigmund Freud," as experiências obtidas na infância tem uma forte influência sobre a personalidade adulta." Sob tal viés, verifica-se a importância da educação nutricional e atividades físicas nas primeiras fases, no qual induz bons hábitos alimentares para o restante da vida do indivíduo. Entretanto, a deficiência de informações dos pais e, os elevados índice de produtos industrializados - com teor de açúcar acima da média-, em que investem em publicidades, especialmente, para atrair a atenção de crianças, prejudicam o desenvolvimento da rotina saudável e florescem transtornos psicológicos.
Outro ponto relevante, nessa temática, é o preconceito e descriminação que as pessoas acima do peso sofrem na população.Sob essa lógica, a banalidade do mal, de Hannah Arendt, preconiza que algumas pessoas realizam ações malvadas não tendo noção do mal que está causando, agindo como se as atitudes são normais na sociedade. Desse modo, indivíduos praticam a intolerância contra os obesos e sobrepeso, agindo da maneira que a agressão incentiva-se a pessoa a perder peso, não pensando no psicológico e emocional, provocando, assim, no cidadão estímulos para o abuso de medicamentos para emagrecer, a fim de reduzir as opressões.De modo que, ingerir remédios é oposto de vida saudável.
Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que sejam tomadas atitudes para atenuar o problema em questão. A vista disso, o Ministério da Saúde, conjuntamente com o Ministério da Educação, possam dialogar entre as crianças a respeito da boa alimentação, assim como trazer nos colégios merendas saudáveis, além de, oferecer palestras abertas aos pais e a sociedade orientando os cuidados que a refeição influenciará nos comportamentos seguintes da vida, a fim de evitar indivíduos acima do peso e, por conseguinte prevenir alterações na saúde. Outrossim,o governo impulsionem campanhas, juntamente com os influences digitais, a falarem sobre o preconceito que existe na sociedade, impondo que não é normal as atitudes, sendo possível aliviar problemas emocionais.