Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 21/10/2019

A partir do século XVIII, surgiu na Europa um movimento intelectual, o Iluminismo, baseado nos ideais de igualdade, liberdade e fraternidade. No entanto, quando se observa o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil, percebe-se que esses ideais não estão sendo postos em prática, tornando-se uma questão a ser discutida em todas as instâncias da sociedade. Nesse sentido, o consumo excessivo de fast foods e a falta de acompanhamento nutricional contribuem para o aumento dessa problemática.

Sob esse viés, o consumo excessivo de guloseimas impulsiona essa adversidade. Com a crescente oferta de fast foods de empresas nacionais e internacionais, além da criação de aplicativos que facilitam a chegada desses alimentos até o consumidor, a obesidade vem ganhando mais destaque a cada dia, junto ao número de doenças provocadas por esse consumo, como colesterol, hipertensão arterial e diabetes. Algo deplorável, tendo em vista que além de prejudicar a saúde física, pode afetar a saúde mental caso venha a ocorrer bullying ou preconceito com esses indivíduos levando esse problema para outro cenário, o da depressão e suicídio.

Além disso, o não acompanhamento nutricional influencia essa adversidade. De acordo com o filósofo suíço Rousseau, essa situação configura-se como uma ruptura do contrato social, já que o governo não garante o bem estar da sociedade na oferta de profissionais da saúde que auxiliem a prática alimentícia da comunidade. Algo deplorável, tendo em vista que o número de doenças relacionadas a má alimentação apenas aumenta e a administração pública não procura solução para essa problemática.

Para que os ideais de igualdade, liberdade e fraternidade sejam postos em prática é necessário que o governo aumente o número de profissionais da saúde especialistas em nutrição alimentar e leve informações sobre a maneira correta de se alimentar para instituições escolares, por meio de palestras, workshops formativos e acompanhamento nutricional na comunidade. Espera-se com isso, uma sociedade mais harmônica, com baixo índices de doenças e mais informada  desde a infância com um autopoliciamento.