Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 25/10/2019
A revolução técnico-científica-informacional - datada no século XX - modificou a conjuntura social e readaptou o estilo de vida. Contudo, as consequências deste processo se manifestam nas sociedades contemporâneas a partir do surgimento de novas eugenias, como a obesidade e o sobrepeso. Tal cenário é acentuado devido a falta de informações no que rege o assunto e a crescente exponencial da precarização da saúde pública, o que acarreta em um estado de calamidade.
As patologias hodiernas - originadas a partir da transformação do espaço geográfico e social - constam com a carência de informes acerca do assunto, fato que produz um preconceito generalizado. O Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística documenta que 92% dos brasileiros já praticaram ou presenciaram algum ato de gordofobia. Tais circunstâncias sociais estimulam a falta de procura de tratamentos clínicos - devido à vergonha - e, por consequência, fomentam a perpetuação - ou até mesmo o aumento - do número de pessoas que sofrem com a obesidade e o sobrepeso.
Não só, outro fator que intensifica a calamidade salutar instaurada sobre território nacional é a debilitação da saúde pública. Uma vez que a população brasileira é sumariamente dependente do Sistema Único de Saúde - o SUS -, tais serviços se fazem imprescindíveis. Porém, os pacientes que procuram por serviços médicos encontram uma profunda ineficácia e lentidão perante aos serviços prestados, o que ocasiona em uma maior instabilidade.
Dessa forma, para solucionar tais problemáticas urge a necessidade de campanhas conscientizadoras, promovidas pelo Ministério Público e propagadas através das estações abertas dos meios de comunicações - tais como rádio e televisão - , afim de ampliar o conhecimento no que tange o assunto e, por consequência, diminuir o preconceito e aumentar a procura por tratamentos. Ademais, é necessário o empenho do Ministério da Saúde na melhoria dos serviços prestados, através do aumento de servidores em exercício e de um treinamento especializado para os mesmos. Assim, a lentidão e a ineficácia serão amenizados gradualmente, suscitando em uma ideal conjuntura social.