Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 22/10/2019
A Organização Mundial da Saúde adverte no preâmbulo de sua constituição que saúde é o estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de saúde. Contudo, a obesidade e o sobrepeso no Brasil ferem as variáveis acima. Por um lado temos a problemática diretamente ligada a enfermidades, por conta de doenças como a diabete e o colesterol, por outro temos os casos de bullying que trabalha, de forma pejorativa, o quesito mental e social do indivíduo.
Em primeira instância, os casos de doenças por conta da obesidade ganham ascensão a cada dia. Segundo dados expostos pelo Nexo Jornal, os casos de diabetes aumentaram em 60% desde os últimos anos. Nesta perspectiva, isso se dá pelo consumo excessivo de produtos industrializados, impulsionados pelo fim da Segunda Guerra Mundial. Deste modo, a fim de garantir a saúde dos afetados, faz-se necessário campanhas a fim de evidenciar os problemas da ingerência compulsiva de produtos industrializados.
Outrossim, o paradigma estético, criado durante a sistematização social e alimentado por grandes canais midiáticos, como filmes e séries, corrobora com casos de bullying hodiernos. Em virtude disso, filmes que trabalham com o ideal estético perfeito, enaltecendo-os, são uma das formas de estigmatizar os padrões naturais e diversificados. Assim, é incontestável a necessidade de intervenção nesses meios, com o propósito de amenizar casos semelhantes.
É notória, portanto, a necessidade de mudança em âmbito nacional. Assim sendo, cabe aos canais de produção de entretenimento, inserir e promover a pluralidade dos padrões, principalmente o de sobre peso. Ademais, isso deve ser feito a partir de filmes e telenovelas brasileiras, surtindo como efeito a desestruturação dos padrões ideais, e, por conseguinte, a qualidade do bem-estar dos envolvidos, como adverte a Organização Mundial de Saúde.