Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 22/10/2019
Émile Durkheim, sociólogo francês, dizia que o além de formador da sociedade, o homem é um fruto dela. Nesse sentido, ao falar de obesidade no Brasil, deve-se observar os fatores sociais envolvidos. Por isso, pode-se citar o grande número de opções “junk food” existentes e também o alto índice de sedentarismo que existe entre os brasileiros como pilares da problemática em questão.
Cabe pontuar, primeiramente, que há cada vez mais hamburguerias, pizzarias e afins no país. Tal fato contribui significativamente para o dado da Vigitel que indica 18,9% da população nacional como obesa. Além disso, 92% das pessoas já praticou ou presenciou gordofobia, segundo o Instituto Brasileiro de Opinião pública e Estatística, o que mostra a falta de interesse das autoridades com o assunto. Observa-se, então, que há descaso com o problema, apesar do aumento nos últimos anos.
Outrossim, existe o sedentarismo, que mata cerca de 300 mil pessoas no Brasil, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Ademais, ainda de acordo com a OMS, 47% da população do país é sedentária, o que, aliado a má alimentação, contribui para a obesidade. Nessa perspectiva, Carlos Drummond de Andrade, escritor brasileiro, dizia que todo ser humano é um estranho singular, ou seja, apesar de haver pouco combate, a gordofobia fere esse pensamento, pois desrespeita as singularidades de cada indivíduo.
Fica claro, Portanto, que a obesidade é um problema e enfrenta preconceitos no Brasil. Logo, cabe ao Governo Federal, via Ministério da saúde, incentivar a prática de atividades Físicas. Exemplo disso, seria a criação de um benefício fiscal àqueles que comprovarem praticar exercícios regularmente, abatendo do imposto de renda uma porcentagem, a fim de fazer com que as pessoas se exercitem mais. Também, outra medida seria uma punição mais severa com quem comete preconceito contra os obesos. Por fim, tomadas tais medidas, o ser humano poderá formar uma sociedade mais saudável para as próximas gerações.