Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 23/10/2019
A série Insatiable aborda a história de Patty, uma uma menina que só alcança a popularidade e a beleza quando emagrece, reforçando estereótipos de beleza criados pela sociedade. Entretanto, não é necessário ir as telas para perceber os danos causados: hodiernamente, saúde e estética compõem os dois lados opostos de uma mesma moeda, tornando necessária a discussão sobre obesidade e o sobrepeso no Brasil.
Em primeiro lugar, é preciso analisar a obesidade como doença. Na idade média, sabe-se que estar acima do peso era um sinal de saúde e riqueza pois, o indivíduo alimentava-se bem. Contudo, hoje em dia, sabe-se que é justamente o contrário. O sobrepeso pode ser a consequência de algum problema genético ou desenvolvido, do sedentarismo e da alimentação. Segundo dados divulgados pelo ministério da Saúde, mais de 50% da população sofre com sobrepeso, isso demonstra que o estilo de vida inerte se tornou comum e já foi aderido pela maioria da população.
Ademais, convém destacar a gordofobia como fator excludente do grupo em evidência. Dessa maneira, é pertinente citar um episódio do programa fantástico, onde a atriz Cleo Pires disse ter sido alvejada por comentários gordofóbicos nas redes sociais. Assim, é possível perceber que há paradigmas incrustados na sociedade, como demonstrado na série Insatiable, e as pessoas estão dispostas a atitudes insanas para conseguirem incluir-se nos padrões, como dietas rigorosas, jejum, remédios e cirurgias arriscadas.
Portanto, para que haja uma redução da porcentagem de sobrepeso, é preciso conscientizar a população a comer melhor. Assim, é responsabilidade das prefeituras municipais a elaboração de hortas comunitárias, a fim de incentivar uma alimentação saudável, para que assim, mesmo estando fora dos padrões o indivíduo terá uma saúde melhor que é o que de fato importa.