Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 22/10/2019

Em “O Auto da Barca do Inferno”, Gil Vicente, pai do teatro português, tece um crítica ao comportamento vicioso do século XVI. Fora da ficção, no Brasil do século XXI demonstra as mesmas conotações no que se refere ao problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil. Nesse contexto, tona-se evidente a má alimentação desde cedo, bem como o bullying sofrido por pessoas obesas.

É indubitável, que a questão da má alimentação desde cedo esteja entre as causas do problema. Tendo isso em vista, dados divulgados pelo Ministério da Saúde mostram que aproximadamente entre 10 pessoas, 2 sofrem de obesidade, o que é uma consequência de hábitos alimentares na infância. Uma criança gordinha é sinônimo de saúde para os pais, o que eles não sabem é que se continuarem alimentando ela com comidas não adequadas, futuramente esse bebê poderá ser mais um no índice de adultos obesos.

Sobre outra perspectiva, o bullying sofrido por pessoas que têm um peso elevado influência muito na problemática. Nesse sentido, como dizia Bauman, o mundo pós-moderno fortaleceu o individualismo, tonando as relações líquidas. A tese do sociólogo pode ser observada de maneira específica nessa realidade, visto que as pessoas atualmente não pensam mais no próximo, e sim, só nelas mesmo, praticando muito mais o bullying e atingindo aqueles que sofrem de obesidade.

Diante dos fatos supracitados, é evidente a necessidade de medidas eficazes e peremptórias que alterem esse cenário. É fundamental, portanto, que o Ministério da Saúde crie campanhas de conscientização sobre uma alimentação saudável, sendo passadas em escolas e comunidades para informar a população, afim de evitar o sobrepeso e obesidade. Dessa forma, talvez, o universo de “O Auto da Barca do Inferno” permaneça apenas na ficção.