Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 23/10/2019
Com o advento da tecnologia e da globalização durante o começo do séc. XXI, muitas empresas multinacionais de fast-food se espalharam por todo o globo, inclusive no Brasil, estimulando e facilitando a compra de comidas rápidas e cada vez mais baratas. Entretanto, quando se observa os altos índices de obesidade no Brasil, verifica-se que a proliferação desenfreada de redes de fast-food sem intervenção governamental está se mostrando um retrocesso da globalização e o preconceito acarretado pelo sobrepeso da população é outra evidência que afronta o país.
Em primeira análise, é importante destacar que, segundo dados do Ministério da Saúde, mais de 20% da população brasileira sofre com a obesidade e com péssimas condições de vida ocasionadas pela dificuldade de lidar com o sobrepeso no cotidiano. Desse modo, a falta de medidas governamentais para controlar a vende excessiva de lanches e a ausência do Estado no combate à políticas de consumo exagerado dos fast-food agravam a obesidade no país, pois sem o auxílio do Estado a vende de lanches prejudiciais à saúde aumenta demasiadamente, já que de acordo com dados do IBGE, o número de brasileiros que frequentam semanalmente fast-foods aumentou mais de 64% de 2016 a 2018, o que implica diretamente no maior consumo exagerado desses lanches, assim, é importante o papel do Estado na resolução do impasse, pois como afirma o filósofo Illuminista do séc. XVIII, Immanuel Kant: “A participação do Estado no combate aos problemas nacionais é essencial para o desenvolvimento da sociedade”.
Outrossim, é fundamental ressaltar que a gordofobia ( termo utilizado para designar o preconceito contra pessoas acima do peso), também acarretada pela obesidade, afronta o respeita a diversidade do país e diminui a auto-estima das vítimas, levando a casos mais sérios que envolvem desde humilhação pública a discriminação no mercado de trabalho.
Portanto, cabe ao Congresso Nacional a elaboração de projetos de leis que, por meio da contratação de nutricionistas, regulamentarão o teor nutricional dos lanches a serem vendidos, visando diminuir os malefícios nutricionais à saúde, também é dever da Polícia Federal fiscalizar e punir as redes de fast-foods que compartilhar anúncios publicitários que visam exclusivamente persuadir a população a consumir exageradamente lanches gordurosos. Além disso, é essencial que o governo junto com ONG’s criem campanhas de conscientização nas escolas e no mercado de trabalho que expliquem sobre a “gordofobia” e as formas de discriminação que denigrem pessoas apenas por estarem acima do peso, visando erradicar esse preconceito da sociedade brasileira.