Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 23/10/2019
Durante muito tempo, o problema da obesidade foi tratado apenas como estético, devido aos padrões de beleza impostos. No entanto, com o avanço da medicina, tornou-se uma preocupação de saúde pública. Hoje, segundo a revista exame, cerca de vinte por cento dos brasileiros são obesos, o que afeta diretamente a saúde e a vida em sociedade.
Em primeiro plano, destaca-se que o preconceito afeta o convívio social dos indivíduos. Essa discriminação é fruto dos padrões estabelecidos durante vários séculos, mascarada pela preocupação com a saúde alheia. O que acontece é que muitas pessoas atacam verbalmente indivíduo que sofrem com a obesidade, alegando que não faz bem, portanto, está errado. Os ataques acontecem especialmente em redes sociais e os agressores são, em sua maioria, desconhecidos para a vítima. Em consequência a isso, quem sofre com esses ataques pode vir a desenvolver problemas de autoestima, ansiedade e dificuldade de socializar.
Ademais, considerada uma doença crônica não transmissível, a obesidade tem chamado a atenção dos médicos por atingir uma boa parte da população e estar em constante crescimento. Segundo a uol, o sedentarismo, que é o que impulsiona a doença, afeta cerca de quarenta e sete por cento da população, dessa forma, pode-se concluir que o estilo de vida brasileiro da margem ao aumento de doentes. Outrossim, a obesidade pode trazer sérios problemas ao indivíduo, que muitas vezes são irreversíveis, como diabetes e hipertensão.
Portanto, faz-se necessário que o Ministério da Saúde implante projetos a nível municipal que ajudem a diminuir as taxas de sedentarismo. Deverá abranger a todos os públicos, com esportes variados e com jogos diferenciados para aqueles que não se interessam por esportes de quadra, como por exemplo o jogo “just dance”, com premiações semestrais aos que mais se destacarem. Além disso, aulas de dança e pilates para pessoas de idade avançada. Assim, as taxas de sedentarismo terão uma diminuição gradativa, consequentemente, as de obesidade também.