Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 31/10/2019
Na mitologia grega, Sísifo foi condenado por Zeus a rolar uma enorme pedra morro acima eternamente. Todos os dias, Sísifo atingia o topo do rochedo, contudo era vencido pela exaustão, assim a pedra retornava à base. Hodiernamente, esse mito assemelha-se à luta cotidiana da gordofobia no Brasil. Nesse contexto, não há dúvidas de que o preconceito com pessoas com sobrepeso é um desafio no país o qual ocorre, infelizmente, devido não só pela negligência educacional, mas também pelo culto a um padrão ideal de beleza.
Precipuamente, é fulcral pontuar que a descriminação de pessoas acima do peso deriva da baixa atuação de setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam o preconceito no âmbito educacional. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto isso não ocorre no Brasil. Devido a omissão das escolas ao se ausentarem em debates de temas como respeito, aceitação e complacência, assim sendo tem formados jovens intolerante e que não respeitam as diferenças. Tal fato pode ser comprovado por dados do Instituto Brasileiro De opinião Pública, no qual demonstra que 92% dos brasileiros já realizaram ou presenciaram algum ato gordofóbico.
Ademais, é imperativo ressaltar a idolatria de um padrão de estética perfeito realizado pela mídia como promotor do problema. Tal fato pode ser visto nas histórias infantis, no qual as princesas sempre são retratadas esteticamente como magras. Partindo desse pressuposto, nota-se que as crianças são programadas desde a tenra idade, para que cultuem também esse modelo de beleza estabelecido pela mídia, com isso acaba-se gerando infelizmente problemas como ansiedade, depressão e outros transtornos. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que essa auto-cobrança que acontecera desde cedo contribuirá para a perpetuação de quadro deletério