Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 24/10/2019
Antes da primeira revolução industrial, os trabalhos eram majoritariamente braçais e cansativos, atualmente, no século XXI predomina o sedentarismo. Por conseguinte, de menos exercícios físicos o peso médio da população aumenta. Em contrapartida, a idealização de um corpo perfeito pregado pela mídia é incessante, apesar de não representar a realidade, esta é a cultura imposta que é tomada como verdadeira, refletindo em menosprezo contra quem não se encontra no molde estipulado.
Primeiramente, vale ressaltar que a tecnologia e a crise da mobilidade urbana são motivos para o sobrepeso, que afeta mais da metade dos brasileiros segundo a Vigitel. É evidente que o atual mercado de trabalho deixou de valorizar o trabalho braçal invés do mental, como por exemplo o aumento do número de escritórios. Por outro lado, o transporte também contribui para os dados da Vigitel, pois o tempo de locomoção vem aumentando, apesar do cidadão permanecer imóvel.
Inquestionavelmente a mídia promove a exaltação da estética em detrimento da saúde. De maneira que as novelas, filmes e comerciais contenham corpos desproporcionais com a realidade, mas sim um molde que é bem aceito socialmente. Diante disto, quem está fora dos padrões impostos sofre preconceito e se sente excluído, apesar de estar saudável.
Em síntese, a população está engordando e existe uma cultura idealizadora de um corpo irreal. Dito isto, cabe ao Estado desfazer a doutrina imposta pela mídia. Isto é, fazer com que a população seja representada através de personagens que condiz com a realidade na televisão, e veja como algo comum corpos diversos, e que é possível ser saudável desta maneira. Com isto, o preconceito diminuirá, pois população estará ciente que seguir um molde idealizado não é o caminho dá saúde.