Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 24/10/2019
A sociedade brasileira passou por diversas transformações ao longo de sua existência: fim da escravidão, modernização, reestruturações políticas e econômicas. Contudo, uma mudança extremamente relevante e que ganhou destaque recentemente é o problema da obesidade e sobrepeso no Brasil. Por ser uma questão de saúde pública e sociocultural, tanto o Ministério da Saúde quanto os indivíduos precisam ser responsabilizados para que soluções possam ser postas em prática.
Primeiramente, a obesidade é uma condição física que interfere no pleno funcionamento do organismo. De fato, segundo dados do próprio Ministério da Saúde, o índice de pessoas com problemas derivados do sobrepeso, como hipertensão e diabetes tipo II, são preocupantes. Isso porque, a obesidade possui duas fontes de origem: com o estilo de vida do pós-revolução industrial, grande parte dos alimentos consumidos possuem pouco valor nutricional e, ainda, há pouco incentivo à prática de atividades físicas. Assim, medidas precisam ser tomadas para reverter esse quadro.
Além disso, por ser uma grande influenciadora de ideologias, a mídia também é responsável pela propagação padrões dificilmente atingíveis e fomento de preconceitos. Segundo o filósofo alemão Karl Marx, a alienação ocorre quando o indivíduo escolhe não se engajar em determinado assunto relevante à sociedade. Nesse sentido, a mídia hodierna costuma propagar certas ideias que alienam seus telespectadores e, até mesmo, incitam, de forma indireta, pensamentos nocivos, como, por exemplo, piadas que ridicularizam pessoas gordas, legitimando, pois, o preconceito voltado a esse grupo. Dessa forma, cabe, também, ao espectador buscar subsídios para filtrar certas abordagens trazidas pela televisão.
Faz-se necessário, portanto, que o Ministério da Saúde, em parceria com empresas privadas de tecnologia, crie um aplicativo oficial, com informações confiáveis e relevantes, mostrando os malefícios de uma vida não saudável e sugerindo melhorias, com o intuito de levar conhecimento relacionado a obesidade, pois a falta de informação sobre o tema ainda prejudica sua ampla discussão. Ademais, para minimizar a incidência de “gordofobia “, psicólogos devem ministrar palestras, em escolas, sobre os problemas psicológicos e sociais que tal prática pode acarretar, visto que o gordo também é um ser humano que merece ser respeitado. Com isso, as diversas transformações do Brasil trarão ordem e progresso a todos os cidadãos brasileiros.