Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 30/10/2019
A evolução humana resultou no homem no topo da cadeia alimentar; Tendo em vista que a alimentação é um fator necessário à sobrevivência, com o avanço tecnológico e a indisponibilidade pessoal relacionada a carga horária trabalhista e o acúmulo de afazeres, resultou numa má alimentação que acarretou problemas como o sobrepeso e a obesidade, principalmente no Brasil, com o aumento do consumo de fast-foods, o lucro da indústria farmacêutica voltada a medicamentos que prometem uma redução de massa corpórea e o preconceito que assola quem sofre com um ou o outro problema, além de o excesso de gordura no corpo, ser extremamente prejudicial a saúde.
Posto que, a indústria que mais lucra exponencialmente é a voltada para medicamentos manipulados, lucram pela má alimentação desencadeada de um curto período para se fazerem as refeições, onde os fast-foods tornam-se os mais escolhidos graças a praticidade, o qual ingeridos em grande quantidade por um longo período resulta na alteração da Tireóide ou pode-se ocasionar a Diabetes que necessita também de prescrição médica e o uso periódico de medicamentos controlados, além do ganho de peso.
Entretanto, as farmácias, lucram num mercado mundial sobre as ‘‘pílulas milagrosas’’ pelo preconceito para com os obesos e sobrepesados, que são alvos de inúmeras intolerâncias condizentes com a aparência e com a não inserção dos mesmos na sociedade, como a falta de conforto proporcionada num transporte público; Segundo o IBOPE (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística), 92% dos brasileiros se enquadram em ter praticado ou assistido a um ato de gordofobia, ou seja, sendo um grande estímulo para o emagrecimento de forma não saudável.
Em suma, a obesidade atinge 20% da população brasileira, que equivale a um aumento de 110% entre os jovens, enquanto o sobrepeso dá-se a metade da população (54%) segundo a pesquisa da Agência Brasil. Todavia, a obesidade é um problema que deve ser gerenciado desde a infância, a pesquisadora Rafaella Belém, estudante de Educação Física na Universidade de São Paulo, desenvolveu uma pesquisa com jogos eletrônicos e como os mesmos estão atrelados positivamente ao combate do sobrepeso e a obesidade infantil.
Portanto, cabe à indústria farmacêutica o esclarecimento com todos que aderem o medicamento para a finalidade de reduzir massa corpórea acrescentando especificações na bula e através de palestras destinadas a esse público, com valor isento. Conforme a pesquisa da universitária, cabe ao MEC trazer a tecnologia dentro do espaço escolar para ser usada no combate e prevenção. Finalmente, cabe ao Governo Federal a exigência de espaços confortáveis a essas pessoas, como no transporte público.