Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 27/10/2019
No Romantismo nacionalista de José de Alencar ao Modernismo explícito de Jorge Amado, vê-se a literatura a serviço das causas sociais. Realmente, escritores como esses retrataram como a sociedade pode ser uma barra de ferro que aprisiona o indivíduo. Nesse viés, tal conjuntura é representada atualmente, na medida em que os problemas da obesidade e do sobrepeso são óticas efetivas para os brasileiros. Assim, é pertinente analisar as influências alimentares negativas das diversas mídias com a população e o aumento da precariedade da saúde dos brasileiros.
Em primeiro plano, é importante evidenciar uma forte manipulação midiática com os hábitos alimentares da população. No drama “Laranja Mecânica”, de Anthony Borges, o protagonista Alex é submetido a um processo de “redução” social de forma massiva, despótica e desprovida de um real ensino. Tal ação é exemplificada no Brasil atual, na maneira em que as mídias sociais e a televisão influenciam negativamente brasileiros com propagandas letradoras de hábitos não saudáveis, pressionam o indivíduo ao consumo de alimentos direcionados e expõem métodos de vidas tóxicos como saudáveis, por meio de imagens e vídeos. Nesse sentindo, são formas indivíduos influenciados por meios externos perigosos.
Em segundo plano, um aumento na fragilidade da saúde da população é influenciado. Análogo ao pensamento do filósofo francês René Descartes, na obra “Meditações”, a alienação da sociedade frente às ideias irracionais ocasiona problemas estruturais para uma população. Sob essa esfera, é possível expor o aumento de casos de obesidade do país, no último século, em mais de 100%, em conjunto com o aparecimentos de fortes casos de problemas psicológicos em brasileiros com sobrepeso -na tentativa de se enquadrar no peso ideal imposto- e a diminuição de uma expectativa maior de vida para essas pessoas. Desse modo, a população é mergulhada em ideais não saudáveis.
Tendo em vista a problemática debatida, fica evidente que medidas devem ser tomadas. Logo, cabe ao Ministério da Saúde -principal responsável pela manutenção da saúde da população-, por meio de parcerias com empresas midiáticas, desenvolver políticas publicas nas formas de ações e campanhas que irão expor a manipulação sofrida por brasileiros pela mídia e representar o real perigo de certos alimentos, com o objetivo de diminuir as influências negativas das tecnologias nos hábitos alimentares dos indivíduos e fortalecer a saúde no país, a fim de estabelecer uma sociedade mais justa e saudável. Com essas ações, o aprisionamento do brasileiro em barras de ferro poderá, com o tempo, ser revertido.