Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 30/10/2019
Desde a revolução industrial no século XVIII, a jornada de trabalho das sociedades modernas se estendeu e, juntamente com o surgimento de alimentos industrializados, mais práticos e baratos que os alimentos tradicionais, houve também um aumento na parcela da população com sobrepeso e obesidade. No Brasil, essa realidade também é constatada: segundo a Agência Brasil, mais de 20% dos brasileiros sofrem com obesidade. Tais pessoas, além de sofrerem com doenças relacionadas ao excesso de peso, também sofrem preconceito, a chamada gordofobia.
A obesidade se tornou uma questão de saúde pública no Brasil. Enfermidades como pressão alta e doenças cardiovasculares estão diretamente ligadas ao sobrepeso. Não obstante a queda na qualidade de vida dos portadores dessas doenças, o excesso de peso sobrecarrega o sistema único de saúde com patologias que poderiam ser evitadas através da prática de exercícios físicos e uma alimentação balanceada.
Entretanto, a adoção de um estilo de vida saudável deve ser, em última análise, uma decisão pessoal e não deve ser fonte de discriminação. Além disso, há casos de obesidade que são causados por problemas hormonais e, portanto, não podem ser resolvidos apenas com reeducação alimentar ou exercícios. Obesidade é uma doença e, assim como qualquer outra, não pode ser alvo de preconceito.
Diante dessas questões, é necessário que, com o objetivo reduzir a incidência de obesidade e sobrepeso na população brasileira, o Ministério da Saúde promova campanhas reforçando os benefícios de uma alimentação saudável e de exercícios físicos por meio de ações focadas no público jovem e assim, gerando adultos mais preocupados com a saúde. Porém, também é fundamental que não haja marginalização ou estigmatização de obesos ou pessoas com sobrepeso, gerando um ambiente positivo onde se ataque as enfermidades e não a autoestima de pessoas acima do peso.