Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 01/11/2019
Quando se discute sobre a obesidade e o preconceito com o sobrepeso no Brasil, podem-se destacar inúmeros aspectos, dentre eles estão o aumento do consumo de comidas industrializadas com a mudança de habito alimentar e o preconceito impregnado na sociedade. Nesse contexto, não há dúvidas de que a mudança na alimentação das pessoas se deve ao fato de suas rotinas com horários apertados levaram ao consumo de alimentos de rápido preparo e deixaram de lado os alimentos saudáveis e sem conservantes.
Em primeiro plano, pode-se destacar a rotina extremamente corrida do cidadão nos dias atuais, e com os poucos intervalos de descanso e alimentação acabam optando por pratos de rápido preparo, poupando tempo e perdendo em qualidade, já que esses alimentos possuem alto índice de conservantes e baixa qualidade nutricional. Considerando a busca por esse tipo de comida, várias redes de fastfoods se instalaram no Brasil viabilizando o acesso a esses alimentos com alto índice calórico levando muitas vezes os indivíduos ao sobrepeso, segundo os dados da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção de Doenças Crónicas por Inquérito Telefônico, o sobrepeso atinge mais da metade da população (54%).
Ademais, o culto ao corpo, incentivado grande parte pela mídia, é uma das razoes do preconceito sofrido pelas pessoas com sobrepeso. Entretanto, estar com peso acima do recomendado nem sempre é sinal de falta de saúde, porém, a continuidade do preconceito pode levar o indivíduo a causar danos contra a própria integridade física, como, por exemplo, o uso de remédios para emagrecer e dietas rígidas, desencadeando sérios problemas. Dessa forma, as pessoas com sobrepeso tem dificuldades em ascender em suas vidas profissionais e tendo problemas como baixa autoestima e depressão.
Fica nítido, portanto, que por mais que a rotina atual dos brasileiros seja corrida e exija que tudo seja feito com certa rapidez é preciso que as prefeituras aliadas ao Ministério da Saúde construam de ambientes para a prática de exercícios físicos, além de tentar um acordo com os pequenos agricultores para disponibilizar os alimentos saudáveis, como frutas e leguminosas com preços mais acessíveis, por meio de grandes feiras nos grandes centros. Além disso, cabe também as escolas em parceria com o Sistema Único de Saúde (SUS) promover a reeducação alimentas e fornecer um apoio nutricional aos seus estudantes, com a finalidade de garantir um desenvolvimento com alimentos saudáveis. Dessa forma a combinação de exercício físico e a alimentação equilibrada acabaria com o problema de obesidade.