Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 31/10/2019
Nos períodos paleolítico e neolítico, o homem primitivo precisava usar seus instintos para sobreviver, a caça e a coleta eram as principais atividades. Entretanto, na idade dos metais, o homem passou a habitar regiões próximas aos rios, cercar animais e ter domínio da agricultura, tornando-se sedentário. Sendo assim, percebe-se que, atualmente, o homem continua compactuando com o sedentarismo e desencadeando a obesidade, que é responsável pelo aumento de problemas de saúde no Brasil.
Primeiramente, é preciso enumerar os diversos fatores que causam a obesidade, como, a má alimentação em redes de fast-food’s e comidas industrializadas, o fato de não praticar atividades físicas por falta de tempo ou estilo de vida ocioso, as facilidades tecnológicas contemporâneas que exigem menor demanda energética e resultam intrinsecamente, no sedentarismo. Segundo dados da pesquisa Vigitel, o índice de obesidade no Brasil cresceu 67,8% entre 2006 e 2018. Diante do exposto, observa-se, que a sociedade passa por um estado alarmante, e medidas devem ser tomadas com urgência para frear os casos desse malefício.
Outrossim, destaca-se os problemas de saúde que acometem pessoas obesas, o alto índice de lipídeos no sangue, queda ou aumento na pressão arterial, dificuldades respiratórias, problemas cardíacos, diminuição na qualidade de vida e até mesmo problemas psicológicos, como a depressão, desenvolvida pela necessidade de integrar os estereótipos da mídia e redes sociais. Segundo o filósofo grego Aristóteles, “A felicidade e a saúde são incompatíveis com a ociosidade”. Deste modo, é necessário um impulso para que pessoas obesas passem a acreditar no próprio potencial e busquem mudar a realidade.
Portanto, medidas devem ser tomadas para diminuir as incidências de casos de obesidade no Brasil. O Ministério da Saúde em conjunto com o Ministério do Esporte, deve utilizar de quadras, espaços e ginásios municipais para aplicar modalidades esportivas, incentivar a boa alimentação por meio de palestras e uso da mídia, enfatizar os problemas de saúde ocasionados pela obesidade, para que mude a realidade de muitos que sofrem com esse problema. Ademais, as escolas também precisam incentivar bons hábitos dos alunos. Dessa maneira, os males do ócio citados por Aristóteles, não fariam mais vítimas de infelicidade devido a falta de saúde.