Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 01/11/2019

O protagonista do filme “ O amor é cego” passa por uma situação conflituosa quando descobre que a mulher por quem se apaixonou era obesa, por fim, ele a aceita e reconhece o seu real valor. Entretanto, divergindo-se da cinematografia, vastos laques de desafios sociais, de saúde e preconceitos são enfrentados diariamente por brasileiros com sofrem com a obesidade e o sobrepeso.

Para o autor, Zygmunt Bauman, não são as crises que mudam o mundo, e sim a forma como reagimos a elas. No que concerne a tal ponto, é presenciado o paradoxo de uma sociedade que é cada vez mais informada sobre o ônus da uma alimentação sem nutrientes e os casos de obesidade que a acarreta, e ao mesmo tempo um povo que apoia e faz crescer exponencialmente as numerosas redes de fast-food e o consumo de refrigerantes. Vale salientar que ingerir tais alimentos de forma demasiada, contribui para o desenvolvimento precoce da diabetes e hipertensão.

Ademais, apensar de ser garantido por lei o direito de ir e vir, ainda são gritantes os casos de inacessibilidade urbana e em estabelecimentos privados fator que torna o acesso inviável para estes cidadãos. Além disso, pessoas em estado de sobrepeso e obesidade, precisam lidar diariamente com comentários e olhares maldosos, com bullying geralmente ocorrido na fase infantil e também com a gordofobia. Os fatos citados, englobados com restrições respiratórias e de locomoção, geram absoluto desconforto e constrangimento às pessoas acometidas por obesidade e sobrepeso.                   Portanto, urge a necessidade de novas medidas para resolução do impasse. A união federal deve estabelecer em uma assembleia o número máximo de lojas fast-food por cidade, sujeitando a multa caso ultrapasse o limite, afim de diminuir o consumo de tais alimentos, e uma melhoria no quadro de saúde. Deve ser garantido por uma lei, que todos o estabelecimentos privados ofertarem espaço e assento preferencial para o obesos, visando diminuir os constrangimentos causados. Por fim, MEC deve promover em escolas de educação infantil e média palestras que levem os alunos a refletir sobre a gordofobia, e a importância do respeito ao próximo, visando uma queda em números de casos de bullying e gordofofia infantil. Somente assim tal quadro poderá ser revertido no Brasil.