Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 21/01/2020

É de saber histórico que na Grécia antiga, o ideal de corpo belo e definido tinha grande influência na época. Nesse sentido, nos dias atuais, esse ideal permeia na sociedade através do mercado estético e meio estrutural, de maneira que estes infiltram uma percepção ilusória da existência do biotipo singular, logo, segregando a pluralidade estética.

Em primeira análise, cabe pontuar que segundo o Médico, Dr Drauzio Varella, nem sempre uma condição de sobrepeso está relacionada à doença. No entanto, esse pensamento é imposto pela indústria da beleza, que associa seus produtos com imagens de corpos magros e definidos, manipulando os desejos humanos para fins comerciais, gerando uma percepção da existência de um padrão corporal único e exclusivo. Portanto, pessoas com sobrepeso sofrem preconceito, como gordofobia, por não se encaixarem nessa estética, além de serem vistos como indivíduos doentes.

Ademais, convém frisar o preconceito estrutural que o individuo gordo sofre na sociedade. Embora aproximadamente 50% das pessoas brasileiras apresenta-se com sobrepeso (segundo o Ministério Da Saúde), o meio urbano não está devidamente preparado para atender as necessidades desta população. Pois, esse público enfrenta dificuldades diárias ao passar em uma catraca e sentar em uma cadeira de transporte público. Então, é notável o despreparo do Governo na inclusão social, visto que a Constituição de 1988 assegura esse aspecto a todo cidadão.

Portanto, medidas são necessárias para solução do impasse. O Governo Brasileiro, junto ao Ministério da Cultura deve difundir palestras em locais abertos, em todo país, por meio de educadores aptos, com a finalidade de conscientizar o povo sobre o quão importante é a diversidade da beleza, em síntese, anulando a ideia de biotipo singular. Além disso, é imprescindível uma reestruturação no meio urbano do país, de maneira que assegure a inclusão de todos.