Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 03/02/2020
No que se refere aos problemas sociais ligados à obesidade e o sobrepeso no Brasil, são necessárias abordagens eficazes quanto ao assunto, haja vista o seu impacto na esfera da saúde e no equilíbrio psíquico dos indivíduos. Dessa forma, é prioridade humana encontrar caminhos para erradicar os obstáculos e posições deturpadas que dificultam a superação da condição física tratada.
Referente aos impactos gerados pelo sobrepeso e o estado de obesidade à saúde e bom funcionamento orgânico, é notório nas empresas do ramo alimentício a oferta excessivamente de condimentos ricos em gorduras e carboidratos, a citar massas e biscoitos. Ainda assim, a má alimentação somada à falta de exercícios físicos, aumentam o risco de contrair patologias como a diabetes tipo 2, gordura no fígado e placas de ateroma nas veias e artérias, o que pode ser um fator decisivo para debilitar o bem estar físico, com o aparecimento de sintomas pertinentes ao cansaço, desânimo e problemas vasculares.
Convém destacar também, o menosprezo psíquico que esse grupo sofre. Com efeito, os crimes de importunação enquadrados no preconceito e nas práticas de ‘bullying’ afetam diretamente na autoestima e aceitação pessoal. Para o filósofo Karl Marx, em seu livro A Ideologia Alemã, a consciência do homem não determina o seu ser social, mas o seu ser social determina a sua consciência. Partindo desse pressuposto, a visão de ser social de uma pessoa que vive no ciclo de esteriótipos do mundo pós-moderno e não se enquadra neles, pode levá-la a apresentar frustração, quadros de ansiedade e depressão.
Tendo em vista uma abordagem coerente sobre o problema e proporcionar conforto mental e físico para os indivíduos acima do peso, é papel do Ministério da Saúde, em parceria com as instituições de ensino, como as escolas e universidades, desenvolver ações e programas voltados à diminuição de peso, por meio de exercícios físicos e atividades prazerosas. Logo, o ensino de uma alimentação nutritiva e equilibrada, bem como a disseminação do respeito e empatia também são necessários, por intermédio de rodas de discussão e apoio comunitário, com o objetivo de resgatar esse tecido da marginalidade social