Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 23/03/2020

Durante os anos 2000, as brincadeiras fora de casa deixavam as ruas mais alegres e a proatividade fazia-se presente na vida das crianças. Com o decorrer das décadas e a o avanço das tecnologias, o contexto infantil passou a centrar sua atenção nos videogames e celulares, tornando hábitos sedentários comuns às antigas atividades e brincadeiras infantes. Portanto, sob essa nova visão de estilo de vida do século XXI, é importante discutir sobre o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil.

Em primeiro plano, é viável salientar que os hábitos alimentares são reflexos, não só dos valores de um indivíduo, como de um grupo ou nação. Segundo entrevista ao Hoje em Dia, programa matinal exibido na rede televisiva brasileira, a nutróloga Renata Dias expôs que a nossa cultura criou a antítese que o corpo humano necessita de grande quantidade de comida para não adoecer, o que influencia nos hábitos alimentares desenfreados para suprir esse dito popular. Sabe-se, porém, que esse excesso é apenas o início de uma variedade de problemas que, em conjunto, podem prejudicar ainda mais o indivíduo.

Sob outro prisma, é válido analisar que a tecnologia da informação fomenta o desinteresse pela prática de atividades que exigem esforço físico, já que a interação profunda nas redes sociais leva à população desenvolver hábitos sedentários devido às horas passadas em frente ao computador e smartphones. Apesar da sociedade moderna ser movida pelos ritmos incessantes de trabalho e o fluxo de pessoas, que acordam cedo e ocupam totalmente seu dia com atividades cansativas, a alimentação rápida promovida pelos “fast-foods”, que utilizam as redes sociais para divulgar refeições baratas e prontas em um instante, desfavorece a ingestão de comidas saudáveis, provocando uma epidemia de má alimentação.

Entende-se, portanto, diante dos fatos expostos, que é dever do Ministério da Saúde junto com a mídia,diminuir a circulação de propagandas das industrias alimentícias nas redes sociais e televisivas, visto que, as pessoas são fortemente influenciadas pelos chamativos slogans e preços absurdamente baixos de alimentos pouco nutritivos. Ademais, cabem as instituições de ensino, como formadoras de opiniões, expor aos alunos a necessidade da prática de exercícios físicos, assim como, a elaboração de palestras feitas por nutricionistas afim de salientar os frutos de uma alimentação no futuro dos jovens que se alimentam de forma inadequada, e também promover amparo aos que sofrem com obesidade e doenças de base relacionadas à esse fator.