Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 12/02/2020
Sendo uma consequência da revolução verde acontecida em meados do século XX, o excesso de alimentos propiciou um maior bem estar a humanidade. Apesar disso, o sobrepeso aumentou em decorrência desse excesso, e com isso, um grave problema acomete a sociedade tupiniquim: O preconceito contra gordos. Para muitos, a obesidade é caracterizada apenas como uma forma de fraqueza moral, e pecam ao deixar de incluir nesse pensamento preconceituoso a omissividade governamental frente a isso, bem como a falta de um ensino que ensine aos jovens as causas do sobrepeso, fatos esses os quais atenuam essa problemática. É necessário, por tanto, a discussão sobre essa problemática, bem como o encontro de subterfúgios que permitam sua resolução.
Em primeira análise, destaca-se a falta de uma educação de qualidade que desconstrua paradigmas e tabus referentes ao sobrepeso. Para o educador brasileiro Paulo Freire, “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda”. Nesse contexto, um sistema de ensino defasado como é o brasileiro, que peca em ensinar o básico de alimentação a seus jovens e não os apresenta os inúmeros motivos que possam levar uma pessoa a se tornar obesa além da visão preconceituosa já vigente na sociedade, irá inevitavelmente continuar a propagar esse ideal e não irá contribuir para que a taxa de sobrepeso pare de aumentar.
Faz-se mister, ainda, salientar a omissão do governo frente a essa problemática. Segundo o pastor protestante Martin Luther King, “A injustiça em um lugar qualquer é uma ameaça a justiça em todo o lugar”. Sob esse viés, a falta de leis que punam quem exerce o preconceito contra gordos, bem como a falta de um planejamento do Ministério da Saúde que disponibilize médicos e nutricionistas que possam ajudar a pessoa obesa, tanto na questão física quanto psicológica, a melhorarem seu estilo de vida irá fazer com que a prática do preconceito seja perpetuada ao mesmo tempo que essas pessoas que necessitem de um amparo físico e mental não possam cuidar efetivamente de sua saúde.
Infere-se, portanto, que medidas devem ser exercidas a fim de que os entraves vinculados a esse problema sejam solucionados. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação ensinar seus alunos, através de aulas elucidativas e materiais didáticos a importância de uma alimentação saudável e que também impeça a propagação do pensamento preconceituoso contra gordos. Além disso, cabe ao Legislativo formular leis que punam quem propagar o preconceito a obesos e que o Ministério da Saúde disponibilize psicólogos e nutricionistas nos postos de saúde do país no intuito de auxiliar as pessoas acima do peso a mudarem seu estilo de vida e se tornarem saudáveis de uma maneira que não as comprometa psicologicamente e que seja menos tóxica a sociedade.