Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 14/02/2020
O Brasil, nos últimos décadas, passou por profundas transformações, sendo cada mais um país de uma sociedade urbana, consumista e industrial. Nesse sentido, é notório que essas mutações acarretam outras questões, bem como, a saúde nutricional de sua população, uma vez que esse novo modo de vida fez mudar os hábitos alimentares dos brasileiros, surgindo assim a obesidade. Ademais, consequentemente, as pessoas com excesso de peso são vistas como fraqueza moral e enfrentam o preconceito, visto que o estigma do corpo perfeito é imposto todos os dias.Com isso, é importante discutir a respeito dessas problemáticas.
A princípio, desde o fim da Guerra Fria e a consolidação do modelo econômico capitalista cresce no mundo o consumismo exacerbado. Nesse viés, é essencial analisar o avanço de uma refeição nada benéfica entre os indivíduos, os quais são vítimas de produtos industrializados e fast-foods, não tão saudáveis. Diante desse fator, o número de pessoas com obesidade e sobrepeso cresce de maneira hiperbólica, contribuindo, assim, para a intolerância com os obesos; segundo com o Ministério da Saúde, o Brasil é o segundo país com maior índice de obesos, chega a cerca de 35% da população. Em segunda instância, de acordo com o Sociólogo Zygmunt Bauman, a indiferença com o próximo é o alicerce das aflições de uma sociedade. Partindo desse pressuposto, convém ressaltar a respeito do preconceito praticado por parte da população contra as pessoas que estão acima do peso. Em um contexto no qual a magreza é vista com um padrão de beleza, desenvolve o sentimento de exclusão, com a ideia de quem que faz coisas contrárias ao que é tido como tipicamente saudável, é um indivíduo sem capacidade ou moralmente negativo. Dessa forma, são necessárias medidas que trabalhem nesses problemas.
Portanto, diante do fatos mencionados, é visível a existência de uma refeição nada regular e a necessidade de mudar esse cenário, de modo que seus efeitos sejam menores. Primeiramente, cabe ao Ministério Da Saúde, órgão responsável pela administração e manutenção da saúde brasileira, em parceira com as escolas, promover ações que mude a saúde nutricional da população, através da implantação de palestras com nutricionistas e até mudanças na grade curricular, acrescentando aulas sobre saúde e alimentação, afim de começar a tratar o problema desde a base e dessa forma reduzir o número de obesos no país. Ademais, cabe ao governo, em parceira com as mídias, elaborar campanhas de conscientização contra a gordofobia, com o intuito de mudar a mentalidade dos indivíduos que cometem esse ato para que eles possam perceber que as pessoas com sobrepeso possuem, também, suas qualidades e capacidades