Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 21/02/2020
Segundo a filósofa brasileira, Marilena Chauí, a democracia deve ser um sistema igualitário para todos, sem ações que prejudiquem um grupo em prol do outro. No entanto, esse sistema é dificilmente efetivo no que tange a obesidade, visto que tais circunstancias desencadeiam problemas relacionados tanto a saúde do indivíduo quanto também ao preconceito, tornando-os um desafio para a concretização do desejo da filosofa.
A priori, vale ressaltar que, diante a tal epidemia mundial da obesidade, tem-se as indústrias alimentícias como seus principais agentes responsáveis. Nesse sentido, o grande ganho de peso devido a ingestão de produtos industrializados e a excessiva quantidade de gorduras, açucares e sal, o indivíduo se torna alvo de preconceitos e piadinhas, denominando-as de gordofobia. Além disso, é comum ao obeso o desencadeamento de problemas relacionados a sua autoestima e inferioridade.
Posteriori, de acordo a Organização Mundial de Saúde, 51% da população mundial está com sobrepeso. Sendo assim, juntamente com tal índice, tem-se o acréscimo de problemas de saúde relacionados como hipertensão, diabetes e até a depressão. Entretanto, mesmo que o sistema de saúde único (SUS) disponibilize cirurgias bariátricas a pacientes que necessitam com urgência, a fila é grande e podendo ao paciente a espera por anos, sendo comum a alta prescrição de remédios para emagrecimento.
Considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. Portanto, cabe ao governo a criação de campanhas nas escolas, nas ruas e TVs, com a disponibilização de panfletos e palestras informacionais sobre os riscos causados pela obesidade. Dessa forma, através do sistema de informações, tem-se noção a respeito das causas, consequências e até maneiras de prevenções e possível diminuição de indice.