Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 22/02/2020
O sobrepeso tem preocupado as agências de saúde de todo o mundo. Além da repulsão estética em relação ao preestabelecido padrão de beleza, a obesidade trás como principal problema doenças crônicas, como diabetes e hipertensão. As causas disso são variadas, vão desde uma genética predisposta até uma vida sedentária junto com uma alimentação sem moderação.
No Brasil, cerca de um a cada cinco brasileiros sofre com a obesidade, segundo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística. O Sistema Único de Saúde tenta reduzir esse número, mas apesar de oferecer a cirurgia bariátrica gratuitamente, que não chega nem perto de atender a demanda necessária, não oferece um tratamento clínico que poderia incindir positivamente na redução de casos menos urgentes.
Diabetes é um dos fatores mais preocupantes da obesidade. Pesquisas do Ministério de Saúde mostram que sete porcento dos brasileiros sofrem dessa doença. Além de ser uma doença hereditária, também é silenciosa, o que dificulta o diagnóstico, visto que só apresenta sintomas em um estado muito avançado. A falta de estímulos a exames periódicos para controle da saúde corporal contribui ativamente para esses altos índices de hiperglicemia.
Com base nos argumentos apresentados, pessoas com sobrepeso requerem atenção especial, visto que são privadas de um vida normal. Comunidades de pessoas que compartilham deste problema poderiam ser propostas, para que elas se voluntariassem, e fossem apresentadas a uma vida saudável de forma interessante. Artes marciais, como Muay Thay e Jiu-Jitsu, seriam o foco dos exercícios e o estímulo para consumo de alimentos saudáveis seriam pequenas hortas orgânicas cultivadas pelos voluntários. Ademais, passariam por exames de sangue mensalmente e diariamente seriam verificados taxas de glicose. A cada mil pessoas em estado de sobrepeso uma comunidade deveria ser construída e administrada pelo Ministério da Saúde.