Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 26/03/2020
O fordismo, sistema de produção em massa desenvolvida no início do século XX por Henry Ford, foi um dos mecanismos que alavancou a globalização mundial de forma acelerada. Com isso, foram criadas alternativas para tornar a alimentação mais rápida, como os alimentos enlatados e as redes de fast-foods para os trabalhadores. Atualmente, no Brasil, pessoas de baixa renda têm a probabilidade de consumir alimentos menos saudáveis, sendo possível a abertura para diversas doenças além da obesidade. Dessa forma, cabe a discussão acerca dos riscos sobre a obesidade entre os brasileiros, principalmente, as crianças e jovens.
A princípio, o Brasil atingiu índices alarmantes a respeito da obesidade nos últimos treze anos, segundo o Ministério da Saúde. Dessa maneira, com esse problema crescente da adiposidade entre os brasileiros, a economia é afetada de forma direta, assim como a saúde do indivíduo. Em vista disso, uma grande parte da população não possui renda suficiente para manter uma alimentação saudável, por esse motivo a única solução é destinada para os alimentos da rede de fast-foods com alto teor de calorias e gorduras.
Outrossim, a saúde mental também é afetada diretamente aos indivíduos obesos. Isso pode ser comprovado pela grande quantidade de comentários maldosos e pelo bullying sofrido devido à maior quantidade de tecido adiposo em que, na maioria das vezes, causa um sentimento de rejeição por parte da sociedade por não se encaixar nos padrões em que a população impõe ao ser humano. Por isso, é necessário que exista uma discussão sobre o tema em questão para os brasileiros, pois além de ser um tema social e relevante, também é considerado um assunto de extrema importância no quesito da saúde.
Medidas são necessárias, portanto, para a população brasileira sobre os riscos que a obesidade pode causar no cotidiano do indivíduo. Sendo assim, o Ministério da Saúde, adjunto a psicólogos, pode propor palestras gratuitas para a sociedade mediante intervenções em locais que não possuem tanta informação sobre o assunto, a fim de conscientizar sobre a importância do hábito saudável. Ademais, as escolas devem por intermédio de aulas educativas fazer realizações de exercícios mais constantes e reuniões com os alunos acerca dos riscos do excesso de consumo dos alimentos enlatados.