Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 09/03/2020
A cultura de massa da Pós-modernidade dita diversos estereótipos na sociedade e excluem indiretamente determinados grupos que não seguem seus padrões. Assim sendo, a obesidade é alvo recorrente de preconceitos, visto que se trata do contraste do “corpo perfeito” pregado nos meios midiáticos. Outro ponto relevante é a relação que o sobrepeso tem com a saúde, ser gordo exclui a possibilidade de ser saudável?
Em primeiro plano é preciso abordar a questão do preconceito sofrido por essa minoria. De acordo com o dado da Instituto de Opinião Pública, mais de 90% dos brasileiros já presenciaram ou foram vítimas de gordofobia. Nessa perspectiva, percebe-se que a garantia de igualdade da Constituição Federal do Brasil e de que ninguém seria tratado de modo degradante não é verificada na prática. Por conseguinte, cidadãos são objetos de olhares e comentários que afetam negativamente a auto estima e ocasionam vários problema como a depressão por não ter determinada forma física. Portanto, o Governo precisa criar projetos que valorizem a aceitação saudável das pessoas.
Em segundo plano, é necessário explanar a relação da problemática com a saúde do corpo humano. Segundo a pesquisa divulgada pela revista médica Annal Internal of Medice, pessoas obsessas ou com sobrepeso tendem 24% mais riscos de terem morte prematura de razões súbitas como o infarto. Dessa maneira, fica claro o que a obesidade saudável é um mito e que põe em evidencia a urgência em encarar o problema como uma doença e não como uma questão exclusivamente estética. Agir desse modo, reduziria o preconceito na população visto que a condição médica reconhecida inibira certos comportamentos tidos como “brincadeira”. Destarte, fica notória a relação da obesidade e sobrepeso com a saúde e preconceito na sociedade. Por isso, o Ministério da Saúde, na finalidade de promover a aceitação individual e social, deve fornecer apoio psicológico periódico nos hospitais públicos de saúde - é importante que haja parceria com ONG´s que apoiem o projeto com profissionais da psicologia.