Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 29/03/2020
Segundo o Ministério da Saúde (OMS), aproximadamente 20% dos brasileiros são obesos e 56% têm sobrepeso. Nesse sentido, percebe-se, no Brasil, a necessidade de limites entre a saúde e o preconceito em relação a questão da obesidade e do sobrepeso, uma vez que a ‘‘marketing’ mediático aliado a ineficiência das políticas públicas de hábitos saudáveis pela população contribuem para entraves no problema.
Evidencia-se, a princípio, que a ‘‘marketing’’ da mídia influencia o padrão de consumo dos indivíduos na sociedade. Nessa perspectiva, permite-se uma leitura do pensamento do Michel de Montaigne, quando este diz que uma das mais honrosas ocupações é servir ao público e ser útil às pessoas. No entanto, a mídia, muitas vezes, tem influenciado de maneira negativa para o aumento do excesso de peso e da obesidade na população devido à diversidade de propagandas alimentares de ‘‘fast foods’’ e industrializados. Com isso, o aumento do peso pode prejudicar a qualidade de vida e do bem-estar do indivíduo ou apenas induzir a um descontentamento em relação ao seu corpo pela maneira como é visto e criticado socialmente . Em consequência disso, esse problema pode ocasionar o surgimento de doenças crônicas e atos descriminatórios pela sociedade.
Ademais, a ineficiência das políticas de hábitos saudáveis intensificam essa problemática. Nesse contexto, com base nos estudos do filósofo francês Émile Durkheim, a obesidade se configura, como um fato social, que não só afeta o indivíduo, mas também o meio em que se encontra. Em relação a isso, nota-se que esse problema está interligado a falhas governamentais em garantir projetos que enfatizem o consumo alimentar de forma saudável pela população. Isso ocorre porque o Governo não prioriza essa ação como algo fundamental para o crescimento econômico do país e para a minimização do preconceito que, algumas pessoas, sofrem por estar acima do padrão cultuado na sociedade. Em decorrência disso, esse problema pode aumentar o índice de obeso e sobrepeso da população, contribuindo para maiores gastos com investimentos na área de saúde para conter seu avanço.
Fica claro, portanto, que o ‘‘marketing’’ mediático e a ineficiência das políticas d hábito saudável garantem resistência para a questão. Para isso, cabe o Ministério da Saúde desenvolver campanhas, veiculadas na mídia e ministrada por nutricionistas, mostrando a importância da preferência por alimentos orgânicos no combate ao sobrepeso e a obesidade, por meio de estudos acadêmicos que provem os malefícios dos alimentos industrializados no organismo do indivíduo, a fim de conscientizar a adoção de novos hábitos alimentares. Aliado a isso, a escola deve realizar palestras de reeducação alimentar com os indivíduos acima do peso, e dessa forma, mudar a realidade apresentada pela OMS.