Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 07/04/2020
Na Grécia antiga, o ideal dos corpos eram ser esbeltos, definidos e atléticos, em Esparta, as crianças com deficiências evidentes eram lançadas ao abismo. Nesse sentido, percebe-se que o esteriótipos quanto ao físico são ideias antigas e mantidas até hoje, inclusive no Brasil, o problema desses esteriótipos é o preconceito que eles estimulam, como a gordofobia. No contexto brasileiro, no qual o problema da obesidade vem crescendo, essa questão se destrincha pro âmbito da saúde, já que a obesidade pode levar a sérios riscos ao corpo e na mente. E estende se também ao âmbito social, pela descriminação daqueles que fogem dos padrões, sem levar em consideração como isso os afeta.
Em primeiro lugar, cabe destacar que com o aumento do consumismo e a agitação da vida moderna, há uma má alimentação de grande parte da população, isso deve-se ao aumento dos “fast foods” e poder comprar muito e rápido. Segundo o filosofo grego Aristóteles, a virtude é o meio termo entre a falta e o excesso, neste sentido, entende-se a necessidade de uma melhor alimentação que vise esse principio da virtude, procurando ser balanceada, para cuidar da saúde e evitar a obesidade. Visto que essa é uma doença que afeta vários órgãos, como o coração - que trabalha mais para bombear sangue e para o corpo-, os ossos que sofrem com a pressão do peso, assim como as veias que são bloqueadas pelas gorduras que se acumulam.
Além disso, convém ressaltar que sobrepeso não é ausência de saúde, no entanto apenas a fuga do padrão dito como normal, já tido como motivo para o preconceito. Segundo o conceito de pluralismo da filosofa Hanna Arendt, a inclusão está vinculada a tolerância e a liberdade, ou seja, não seguir os moldes físicos impostos não deveria levar as pessoas a serem excluídas, já que elas tem a liberdade de serem quem são. Ainda mais, porque essa exclusão e esse preconceito levam os indivíduos a transtornos alimentares e excesso de remédios para emagrecer, fazendo com que ao invés de serem saudáveis, lutem para se encaixar em padrões que não lhes cabem, custando sua saúde mental e até mesmo suas vidas.
Portanto, cabe ao Ministério da Saúde, propor projetos e programas, por meio de propagandas e mídias sociais, sobre questões de obesidade, sobrepeso, transtornos alimentares e gordofobia, utilizando nutricionistas, psicólogos, nutrólogos. Visando levar conhecimento a população para diminuir o número de obesos e casos de preconceito. Além disso, cabe ao Governo criminalizar a gordofobia, por meio de leis que apliquem multas e punições aos que cometem tal prática, para que os indivíduos que sofrem esses abusos possam ter uma forma de recorrer a proteção e retratações.